• Cadastre-se
  • Equipe
  • Contato Brasil, 14 de novembro de 2019 02:38:42
publicidade


Magno Martins
  • 09/10/2019 10h33

    Fundo partidário, razão do “barraco”

    Ao queimar Bivar, o presidente da República sinalizou, também, que não apoia a pré-candidatura do “aliado” a prefeito do Recife em 2020

    Bivar e Bolsonaro na época das boas( Foto: arquivo do colunista)

    (Recife-PE) Se o presidente Bolsonaro trata com tamanha grosseria e estupidez o presidente nacional do seu partido, Luciano Bivar (PSL), imagine o que não seria capaz de aprontar com adversários! Bivar, segundo o chefe da Nação, “está queimado para caramba” e não pegaria bem um vídeo com ele nas redes sociais, ao lado de um militante partidário em Pernambuco, informando que estariam juntos com o pré-candidato do PSL a prefeito do Recife.

    Bivar foi jogado na jaula dos leões e sua queimação, que Bolsonaro não explicou, teria sido provocada pela exposição negativa na mídia com o noticiário envolvendo a existência de laranjas usados pelo partido nas eleições para deputado, em 2018.

    A origem que levou o presidente a armar um barraco em frente ao Palácio da Alvorada tem outra explicação nos intramuros: Bivar administra um fundo partidário da ordem de R$ 360 milhões e Bolsonaro não quer que administre a distribuição do bolo sozinho.

    Ciumeira política – Ao queimar Bivar, o presidente da República sinalizou, também, que não apoia a pré-candidatura do “aliado” a prefeito do Recife em 2020 e que tende, conforme esta coluna antecipou, a estimular o presidente da Embratur, Gilson Neto, como alternativa à sucessão do prefeito Geraldo Júlio (PSB). Neto é o quadro do Estado mais próximo ao chefe da Nação.

    Namorico – Não se surpreenda se o deputado federal Ricardo Teobaldo, presidente estadual do Podemos, e contraparente do prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), vier a apoiar a candidatura do socialista a governador, em 2022. Andam de namoro e o elo político é a cidade de Limoeiro, terra de Cristina Melo, esposa de Geraldo, e governada duas vezes por Teobaldo.

    No PDT – O ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), tomou conhecimento, ontem, pelo meu blog, das negociações entre o governador João Azevedo, sua cria no PSB, e a cúpula nacional do PDT, para trocar a legenda socialista pela grife brizolista. Azevedo e Coutinho estão rompidos.

    Adeus, turismo – A Petrobras já recolheu 113 toneladas de resíduos contaminados pela mancha de óleo que atinge diversas praias do Nordeste. O material oleoso é petróleo cru, segundo estudos do Ibama. As imagens estampadas nos telejornais nacionais afugentam os turistas.

    Etanol – Depois que a bancada federal comprou a briga com o Governo Bolsonaro, a Assembleia Legislativa entra na cruzada pela isenção da taxa de importação do etanol, que prejudica os produtores nordestinos. O deputado João Paulo Costa (Avante) propõe audiência pública.

    MORTES – O plano de recuperação das estradas estaduais, tocado pelo Governo, ainda não chegou à movimentada PE-145, que dá acesso à Nova Jerusalém e Brejo da Madre de Deus. Enquanto o Governo silencia, acidentes com vítimas fatais ocorrem numa rotina sem cessar, ceifando vidas.

    Perguntar não ofende: Luciano Bivar já teria motivos para abandonar o barco de Bolsonaro?