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  • Contato Brasil, 14 de novembro de 2019 02:32:26
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Jorge Henrique Cartaxo
  • 19/09/2019 13h51

    Advertências da degradação

    Preocupam, também, os descompassos na discussão da reforma Tributária e a ousada mobilização dos esquemas de corrupção encastelados no Congresso e no Judiciário

    Bandeira nacional estilizada( Foto: agencia de publicidade Morya)

    Seria injusto não reconhecer que mudanças importantes no País já aconteceram na gestão do presidente Jair Bolsonaro, mesmo que não se possa, ainda, analisar seus reais efeitos na vida dos brasileiros. A reforma da previdência, por exemplo, é um dos casos.

    Os estudos, já bem avançados, para a necessária reforma do Estado; os programas de privatização e de investimentos conduzidos pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas; a expressiva redução da criminalidade em todo o País, resultado da gestão do ministro Sérgio Moro no ministério da Justiça; a permanente redução das taxas básicas de juros e da inflação; a tênue, mas real melhora na economia; a presença formal do Exército na Amazônia contendo o comércio ilegal de madeira, a exploração indevida e danosa de minérios e combatendo incêndios criminosos na floresta...Claro, não tivemos ainda nada de substancial nas sensíveis áreas da Educação, da Cultura e da Ciência e Tecnologia. São muitos os ruídos na postura e no comportamento do Ministério do Meio-Ambiente, assim como são desconfortáveis as esdruxulas manifestações do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

     Preocupam, também, os descompassos na discussão da reforma Tributária e a ousada mobilização dos esquemas de corrupção encastelados no  Congresso e no Judiciário. Assegurar privilégios, jogar a conta da falência do Estado no colo dos servidores públicos, da classe média e do cidadão comum e manter os grandes desvios bilionários de verbas públicas, esse é o jogo! Tudo isso avançou depois que se evidenciou o envolvimento dos filhos do presidente em transações tenebrosas. 

    Como se fosse pouco, o presidente cultiva um estilo belicoso, agressivo, inadequado para um chefe de Estado. Mesmo mantendo um índice significativo de apoio e credibilidade, até pela ausência de uma outra liderança política destacável , Bolsonaro não devia instrumentalizar o discurso dos seus opositores com diatribes e grosserias. O presidente parece não perceber que a degradação crescente do País – que sabemos não foi produzida por ele – pode, em algum momento,  deixar-lhe imobilizado. A economia não voltará a crescer com a velocidade desejada e menos ainda serão restabelecidas as qualidades mínimas nos nossos serviços públicos.  

     Pelo menos nos últimos 35 anos, o Brasil vem se decompondo. A sociedade está em crescente degradação. A máquina pública, até ontem, absolutamente corrupta e corrompida.  Não é fácil reverter esse cenário. O que vale dizer é que, numa nova perplexidade, a Nação poderá explodir!