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  • Contato Brasil, 17 de junho de 2021 16:48:12
Genésio Jr.
  • 06/06/2021 13h23

    Dias necessários pela frente!

    Outros tantos avaliam que a porteira foi aberta, a chamada “Caixa de Pandora” foi aberta com tudo que de lá poderá vir

    Caixa de Pandora( Foto: coluna geek)

    (Brasília-DF) Na semana passada tratou-se aqui do problemão que poderia surgir com a decisão do comando do Exército do Brasil quanto a participação do general de divisão, ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, no evento do dia 23 de maio com o Presidente Jair Bolsonaro no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro.

    A decisão veio. Muita preocupação com a não punição a Pazuello. Muitos avaliam que o cálculo feito pelo alto comando foi uma escolha de Sofia.

    A decisão óbvia de impor a punição não atenderia ao que sinalizava o chefe do Executivo, o que poderia levar a uma nova queda do alto comando da força.  Como se viu com a queda de todo o Ministério da Defesa ainda em março. Foi calculado entre os fardados que é possível montar uma ação de enfretamento de danos de agora em diante. Parece pouco crível, especialmente para quem não é fardado.  

    Outros tantos avaliam que a porteira foi aberta, a chamada “Caixa de Pandora” foi aberta com tudo que de lá poderá vir. Desgraçadamente só apostam no pior dos mundos que esgaçaria mais ainda nossa dificuldade de manter rija a tecitura institucional. As reflexões que se fazem sobre como se comportam as forças de segurança, muito próximas do bolsonarismo, são as mais negativas possíveis, infelizmente.

    Alguns estão preocupados que esse estado de coisas se projete sobre as eleições de 2022 - os cálculos são dos mais variados. Os temores são diversos, especialmente entre os mais ajuizados. Tanto entre apoiadores do atual governo como, especialmente, entre os contrários, que imaginam o pior!

    A eleição de 2022 engrena no ano que vem, apesar de em tudo vermos partidarismo e eleitorismo barato. Alguma medidas podem ser tomadas de parte a parte, até lá. Goste-se ou não, somos uma democracia e temos resguardos legais e institucionais, acredite.

    Vamos viver, em breve, dois momentos em que será novamente colocada à prova esse recente estados de coisas.

    A nova ida do general Eduardo Pazuello à CPI da Pandemia no Senado pode ser um marco; se ele terá os mesmos resguardos legais dados pela Suprema Corte, como teve em sua última ida por lá, a forma como ele se comportará sob o manto dado pelo Alto Comando do Exército e a forma como será tratado pelos senadores são indicativos dessa variável.

    Outro acontecimento relevante promete ser o que se dará em 19 junho.  As manifestações agendadas pelos oposicionistas a Bolsonaro vão buscar ir além dos movimentos tradicionais mais à esquerda. Se sabe que muitos grupos centristas e conservadores que estiveram reunidos nas manifestações de 2014 contra Dilma Rousseff e o PT, que se afastaram de Bolsonaro, não gostariam de misturar seus ícones. O argumento de que Bolsonaro seria pior que o vírus da covid-19 é mais um instrumento de retórica que pode ser falaciosa, mas não deve ser desprezada.

    Não duvide que esses grupos façam seus eventos anti-bolsonaro em suas bolhas.

    Não duvide, também, que eles coloquem à prova as forças de segurança a provoquem o Exército que se curvou as razões de Bolsonaro.

    A princípio pode ser visto como uma tosca provocação, mas em verdade pode servir para que os instrumentos institucionais à nossa mercê sejam devidamente usados para gerar garantias legais de parte a parte em torno dessa cilada história em que estão querendo nos meter.

    Dias provocativos e necessários ao nosso futuro.

    Por Genésio Araújo Jr., jornalista

    Email: [email protected]