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- Contato Brasil, 04 de dezembro de 2024 06:07:01
Dono de 59 cadeiras na Câmara dos Deputados e de nove assentos no Senado Federal, o partido União Brasil (fruto da fusão entre o antigo Democratas que se denominava, até 2011, PFL, com o PSL que elegeu Jair Bolsonaro em 2018) é contabilizado como um partido governista, apesar do seu líder na Câmara - deputado Elmar Nascimento (BA), declarar a legenda como independente e possuir parlamentares bolsonaristas e que se identificam com as pautas e os temas propostos pela legenda oposicionista, PL.
No Senado, a situação é um pouco menos complicada. Dos nove senadores, apenas Márcio Bittar (AC) e Sérgio Moro são identificados com a oposição bolsonarista - apesar de Alan Rick (AC), Jayme Campos (MT), Professora Dorinha (TO) e Rodrigo Cunha (AL) também gostarem de dizer que seus mandatos são independentes com relação a nova gestão presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Procurados para falar desta situação, alguns parlamentares falaram a este blog - na condição de anonimato - e deram versões diferentes. Para um, hoje mais próximo da oposição, e figura prócere da legenda, a maioria do União Brasil se situa entre independente e governistas - apesar da posição oposicionista de alguns poucos que serão mantidas.
Já para um importante interlocutor da cúpula da legenda, a "grande" maioria do partido já é governista, mas desde que seja avaliado cada pauta, além de que a agremiação partidária espera uma "interlocução maior" por parte da articulação política do governo. Como exemplo, este parlamentar disse que a Medida Provisória (MP) que devolve ao governo o voto de minerva nos casos de empate nos contenciosos estabelecidos pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) precisa de "um entendimento maior" por parte da bancada. O tema será debatido no Congresso por meio de um Projeto de Lei com pedido de urgência.
Assim, o União Brasil continuará sendo governo, independente e oposição. Tudo ao mesmo tempo e a depender do gosto de quem avalia.