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  • Contato Brasil, 28 de outubro de 2021 05:33:05
Humberto Azevedo
  • 28/10/2020 21h15

    Líder do PCdoB, Perpétua Almeida afirma que “pressão popular” fez Bolsonaro revogar decreto que poderia privatizar o SUS

    Entretanto, parlamentar acreana lamentou que o presidente brasileiro tenha deixado “a possibilidade de reeditar o decreto futuramente”

    Tentativas de integrar UBS à rede particular de atendimento hospitalar já preocupava profissionais da saúde vinculados ao SUS desde o início do mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, conforme aponta este panfleto de nove anos atrás

    A líder do PCdoB na Câmara, deputada Perpétua Almeida (AC), afirmou na noite desta quarta-feira, 28, que graças a “pressão popular” o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) recuou em sua iniciativa que poderia resultar na privatização do Sistema Único de Saúde (SUS) e decidiu em revogar o referido decreto 10531/20, que autorizava o Ministério da Economia iniciar estudos para transferir algumas unidades básicas de saúde (UBS) para a iniciativa privada.

    Entretanto, a parlamentar acreana lamentou que o presidente brasileiro tenha deixado “a possibilidade de reeditar o decreto futuramente” ao se pronunciar nas redes sociais durante o comunicado em que decidira pela revogação do decreto publicado na última segunda-feira, 26. Contrariada neste ponto por Bolsonaro, a líder comunista frisou que a população brasileira não aceitará a “privatização do SUS”. Antes da medida ser revogada, os parlamentares oposicionistas já tinham apresentado mais de dez Projetos de Decretos Legislativos (PDLs) que buscariam cancelar os efeitos do ato presidencial.

    “A pressão popular fez o presidente Bolsonaro desistir do decreto de privatização das Unidades Básicas de saúde, responsáveis pela atenção primária, que cuida da prevenção das doenças.Mas em suas redes sociais ele deixou a possibilidade de reeditar o decreto futuramente. Nós não aceitaremos a privatização do SUS, ele é patrimônio dos brasileiros e garante saúde gratuita à população. Em tempos difíceis de pandemia, o presidente quer fazer negócios com a saúde do povo? Se ele insistir mais uma vez com esse decreto absurdo, estaremos atentos para derrubá-lo na Câmara!”, se manifestou.