31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em sinais mistos e no Brasil haverá avaliação da taxa Selic e divulgação da Produção Industrial de setembro

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Por Politica Real com agências
Publicado em
Mercados com sinais mistos Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF,05/11/2026). Na manhã desta quinta-feira a Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP investimentos apontando que os mercados globais estão sinais mistos e no Brasil será divulgado a Produção Industrial de setembro, para a qual esperamos retração de 0,6% m/m e queda de 2,2% a/a, e o PMI brasileiro.

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Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam mistos (S&P 500: 0,1%; Nasdaq 100: -0,5%), com os investidores expandindo olhares para além da tecnologia diante do temor de que o Congresso, agora sob controle democrata, endureça a regulação de data centers. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de cerca de 0,3%, impulsionado principalmente pelo setor de recursos básicos, enquanto tecnologia e defesa ficam para trás. Na Ásia, os mercados fecharam mistos: o Kospi (Coreia) recuou mais de 5,3%, em meio à liquidação de semicondutores, o Nikkei 225 (Japão) caiu cerca de 2,8%, no quarto pregão seguido de baixa, enquanto na China, o CSI 300 avançou 0,3% e o Hang Seng (Hong Kong) disparou 3,7%.

O mercado acompanha a pressão sobre semicondutores ligados à inteligência artificial, depois que Arm e Qualcomm recuaram cerca de 3% no pós-mercado com guidance e receita abaixo do esperado, arrastando SK Hynix (-9,5%) e Samsung (-7,6%) em Seul. O Brent opera próximo de US$ 95/barril, depois de cair quase 9% na quarta-feira, com a expectativa de que a vitória democrata pressione o governo Trump a encerrar a guerra com o Irã. O Treasury de 10 anos recua para cerca de 4,88%, menor nível em quase dois meses, e o mercado precifica 81% de chance de alta de juros pelo Fed em dezembro. Os investidores também direcionam o foco para os resultados de National Grid, além do relatório de emprego de outubro na sexta-feira, que o consenso espera criação de 65 mil vagas.

No cenário internacional, o preço do petróleo tipo Brent recuou 8,3%, para US$ 95 por barril, após a vitória democrata nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, diante da percepção de menor risco de escalada militar no Oriente Médio. Nos EUA, o setor privado criou 86 mil empregos em outubro, acima das expectativas, enquanto o déficit comercial diminuiu para US$ 105,05 bilhões em setembro. No Japão, a ata do Banco Central reforçou a possibilidade de novas altas de juros, enquanto o PMI de serviços avançou para 51,7 pontos, indicando expansão moderada da atividade.

Na agenda internacional, o destaque será a decisão de juros do Banco da Inglaterra (BoE), além dos pedidos iniciais de seguro-desemprego nos Estados Unidos.

IBOVESPA +1,2% | 167.525 Pontos.  CÂMBIO -0,3% | 5,47/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira em alta de 1,2%, aos 167.563 pontos, interrompendo uma sequência de seis quedas. Bancos e Vale (VALE3, +3,5%) sustentaram a recuperação, enquanto o dólar recuou 0,6%, a R$ 5,45. Após o fechamento, o Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano.

Na ponta positiva, Itaú Unibanco (ITUB4, +3,2%) se destacou após divulgar seus resultados do 3T26, com lucro recorrente de R$ 12,6 bilhões no 3T26, alta de 6,2% na comparação anual.

Na ponta negativa, Brava Energia (BRAV3, -9,2%) e PRIO (PRIO3, -8,7%) lideraram as quedas. Petrobras (PETR3, -7,6%; PETR4, -7,1%) também pesou, com o Brent recuando 8,7% diante da expectativa de uma resolução mais rápida do conflito com o Irã.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram em queda ontem. Nos EUA, os rendimentos das Treasuries recuaram ao longo da curva, com a T-note de 2 anos em 4,58% (-4bps), a T-note de 10 anos em 4,89% (-7bps) e o T-bond de 30 anos em 5,28% (-5bps). O movimento refletiu a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato, que reduziu as expectativas de novas expansões fiscais diante da perspectiva de maior impasse político no Congresso, além do forte recuo do petróleo. No Brasil, a curva de juros apresentou fechamento expressivo, acompanhando o alívio das taxas no exterior e a queda do petróleo. O DI jan/28 encerrou a 14,39% (-18bps), o DI jan/29 a 14,79% (-28bps) e o DI jan/31 a 14,99% (-38bps). A NTN-B encerrou com a B29 a 7,76% (vs. 7,88%), a B35 a 7,93% (vs. 8,02%) e a B50 a 7,58% (vs. 7,62%).

IFIX

O Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão de quarta-feira com alta de 0,94%, aos 3.558,43 pontos, em linha com o alívio observado nas taxas de juros globais após a queda dos preços do petróleo, movimento que também favoreceu o desempenho dos ativos domésticos.

A sessão foi marcada por desempenho positivo entre os principais segmentos do mercado. Os fundos de recebíveis avançaram 0,73%, enquanto os FIIs de tijolo registraram valorização de 1,31%. Entre os segmentos de tijolo, os fundos de shoppings subiram 1,75%, seguidos pelas lajes corporativas (+1,69%) e pelos ativos logísticos (+0,81%). Já os fundos híbridos avançaram 0,09%, enquanto a categoria multiestratégia/FOF registrou alta de 1,74%.

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram HSLG11 (+7,5%), WHGR11 (+6,2%) e GZIT11 (+6,1%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-6,2%), TGAR11 (-3,8%) e LIFE11 (-3,7%).

Economia

No Brasil, o Copom manteve a Selic em 13,75%, interrompendo o ciclo de cortes diante da deterioração das perspectivas inflacionárias, com projeções mais elevadas para 2027 e 2028. O Caged registrou criação líquida de 121,3 mil empregos formais em setembro, abaixo das expectativas, reforçando os sinais de desaceleração gradual do mercado de trabalho. Paralelamente, o governo anunciou a intenção de regulamentar o fim da escala 6×1, com previsão de redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas. Foi publicada, em edição extra do Diário Oficial, a Medida Provisória 1.399/2026 que estabelece as alíquotas do Imposto Seletivo (IS) para o ano-calendário de 2027.

No Brasil, serão divulgados a Produção Industrial de setembro, para a qual esperamos retração de 0,6% m/m e queda de 2,2% a/a, e o PMI brasileiro, indicadores importantes para avaliar a desaceleração da atividade doméstica.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)