A história o conduz!
A política é um evento social. Nossa sociedade está viva, mas doente
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(Brasília-DF) Escrevo essas mal traçadas justo quando chegamos, todo juntos, uma semana depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Fica cada vez mais claro que os mais de 10 milhões de votos que Lula teve que acabaram virando a eleição são fruto de uma decisão de povo. As pessoas queriam mudanças, mas elas não precisavam ser tanto assim. Os liberais se impressionaram, os reacionários não aceitam e os progressistas, simplesmente, aliviados, comemoram sem parar.
A política é um evento social. Nossa sociedade está viva, mas doente. Os que tem um mínimo de juízo observam o tamanho da mediocridade do senador Flávio Bolsonaro frente ao momento histórico.
Em sua carta, após a fuga que ele teima em chamar de saída, ele ficou menor ainda mais em seu golpismo. Na fala, em vídeo, ele apesar de tudo de mais inapropriado, também, ele falou que Lula não vai cumprir o que prometeu, o que ele fez em parte na fase final da campanha, e que o risco de virar uma Dilma no lugar do Lula 4 é iminente.
Flávio não deve ter gestado esta racionalização, mas que ela é apropriada é!
Nesses dias, Lula ganhou uma fortaleza em sua imagem internacional como um dos maiores líderes da atualidade dentro de democracias. Seu sucesso espantoso é um indicativo de que a onda da extrema-direita perde fôlego, Fazer o L é algo planetário. Muito célebre isso se dar na chega da terceira década do século da tecnologia e da impaciência.
Lula está silente e tende a ficar assim até sua fala ao Mundo quando for a COP 31 na cidade de Antália, na Turquia, entre 9 e 20 de novembro.
Muito provavelmente vai se manifestar após uma Ata do Copom revelar mais dificuldades, penúltima do ano, e com o fechamento do IPCA-15, prévia da inflação, com alta do custo de vida à vista.
Lula sabe que Flávio é um tosco e que a Faria Lima nunca ganhou uma eleição - sabe que não pode se guiar por tempos de Guido Mantega, nem por Joaquim Levy, não pode cair na esparrela do “Negacionismo Fiscal”, midiaticamente posto, e nem pode impor um “Estelionato Eleitoral”.
Lula tem que ouvir muito, mas vai ter que decidir. É impossível fazer o ajuste fiscal que exigem dele, é impossível dar tudo o que prometeu.
As pessoas se esquecem que democracia dá trabalho e a política é a arte do possível.
Com tanta experiência, Lula nos dá uma certeza: nada será como desejamos.
O Brasil surpreendeu o Mundo em 20 dias.
De uma hora para outra um morto-vivo se transformou em exemplo para as democracias no Mundo, em tempos tão difíceis.
A urgência de alguns, ânsia de outros, ressaca de muitos, certeza de tantos serão frustradas, mas a única certeza que me surge do alto de minha ignorância-sábia, se assim se pode dizer, é que Flávio Bolsonaro está errado sobre Lula virar uma Dilma.
Lula tem todos os defeito e acertos do Mundo. Ele sabe que a história o conduz!
Por Genésio Araújo Jr.
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