31 de julho de 2025
BRASILX EUA

Donald Trump evita falar que reconhece eleição presidencial do Brasil e diz que evitou se posicionar a pedido de Lula

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Por Politica Real com agências
Publicado em

(Brasília-DF, 29/10/2026) Nesta quinta-feira, 29, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou suas críticas à eleição no Brasil, recusando-se a dizer se reconhece Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente.

"Acho que a eleição foi uma vergonha no Brasil", disse Trump a jornalistas ao ser questionado se aceitava a vitória de Lula.

A declaração de Trump vem um dia depois de o candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) ter fugido para os Estados Unidos e divulgado uma carta em que alega, sem apresentar quaisquer provas, que o segundo turno das eleições foi fraudado.

"Não quero comentar isso agora, mas achei que a eleição foi um grande constrangimento para o povo brasileiro [...]. Achei que foi uma situação muito vergonhosa para o Brasil", afirmou Trump.

A suposta "fraude" alegada por Flávio teria consistido na prorrogação da votação por duas horas por decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O senador, contudo, omite dois fatos em sua carta: a extensão do horário de votação também foi pedida pelo próprio partido dele, o PL; e o número de eleitores que depositou seus votos após as 17h foi de cerca de 35 mil, segundo dados do TSE. Flávio perdeu a eleição por uma diferença de mais de 4,4 milhões de votos.

Trump diz que não tomou partido a pedido de Lula

Trump também afirmou não ter tomado partido nas eleições brasileiras, atendendo a um pedido de Lula.

Analistas, porém, veem as tarifas impostas ao Brasil, a classificação de organizações criminosas como terroristas e o abrigo dado por Washington a lideranças do bolsonarismo como sinais claros de que a Casa Branca tentou interferir no pleito.

"Acompanhei a eleição. Não tomei partido. Deixei as coisas seguirem seu curso. O presidente — o atual presidente — me pediu para não tomar partido. E eu não tomei", disse o americano.

( da redação com informações da DW. AFP. Edição: Politica Real)