Estatísticas monetárias e de crédito em setembro mostraram aumento no preço do crédito, informa Banco Central
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(Brasilia-DF, 29/10/2026) Na manhã desta quinta-feira,29, o Banco Central divulgou o seu Estatísticas monetárias e de crédito referentes a setembro. Juro aumentou tanto no crédito livre às pessoas físicas, a taxa média de juros, no crédito livre às pessoas físicas,
Em setembro, o saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro alcançou R$22,1 trilhões (164,9% do PIB), com avanço mensal de 0,7%. Esse resultado refletiu, principalmente, os aumentos de 0,4% em empréstimos do SFN e 1,4% em títulos públicos. Em doze meses, o crescimento atingiu 11,5%, destacando-se os crescimentos de 16,2% em títulos públicos e 8,6% em empréstimos do SFN.
O crédito ampliado às empresas situou-se em R$7,3 trilhões em setembro (54,4% do PIB), avanço de 0,7% no mês, refletindo aumentos nos saldos dos empréstimos do SFN (1,0%) e dos empréstimos externos (0,8%). Em doze meses, a expansão de 8,0% foi impulsionada pelos crescimentos de 13,7% nos títulos de dívida e 5,9% nos empréstimos do SFN.
Operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN)
O estoque total das operações de crédito do SFN somou R$7,4 trilhões em setembro, elevação de 0,4% no mês, com incrementos de 1,0% nas operações com pessoas jurídicas e de 0,1% nas com pessoas físicas, somando R$2,8 trilhões e R$4,7 trilhões, respectivamente. Em doze meses, o estoque total cresceu 8,6% (ante 9,4% nos doze meses até agosto), com elevação de 6,5% no crédito às empresas (7,3% no mês anterior) e de 9,9% no crédito às famílias (10,7% no mês anterior).
O estoque de crédito com recursos livres alcançou R$4,2 trilhões em setembro, altas de 0,8% no mês e de 6,5% em doze meses. No crédito livre às pessoas jurídicas, o estoque avançou 1,7% no mês e 1,2% em doze meses, totalizando R$1,6 trilhão. Esse resultado foi orientado, principalmente, pelos incrementos das carteiras de desconto de duplicatas e outros recebíveis, influenciada por aspectos sazonais. O estoque de crédito livre às pessoas físicas atingiu R$2,6 trilhões, com aumentos de 0,2% no mês e de 10,0% em doze meses, sendo determinantes as expansões das carteiras de crédito pessoal consignado para beneficiários do INSS e para trabalhadores do setor privado e aquisição de veículos.
As concessões totais sazonalmente ajustadas assinalaram retração de 1,3% no mês, com recuo de 3,4% nas operações com empresas e acréscimo de 0,6% nas operações com famílias.
A taxa média de juros das novas contratações de crédito atingiu 32,4% a.a. em setembro, com aumentos de 0,2 p.p. no mês e de 0,9 p.p. em doze meses. O spread bancário cresceu 0,5 p.p. no mês e 1,0 p.p. em doze meses, situando-se em 21,6 p.p.
A taxa média de juros das operações com recursos livres alcançou 49,0% a.a. em setembro, com altas de 0,5 p.p. no mês e de 3,2 p.p. em doze meses. No crédito livre às pessoas jurídicas, a taxa média aumentou 0,4 p.p. no mês e 0,2 p.p. em doze meses, situando-se em 24,4% a.a. Prevaleceu o efeito taxa, com destaque para o aumento da taxa média de capital de giro com prazo superior a 365 dias (1,4 p.p.).
No crédito livre às pessoas físicas, a taxa média de juros situou-se em 62,4% a.a., com incrementos de 0,6 p.p. no mês e de 3,7 p.p. em doze meses, com contribuições equivalentes do efeito da variação da composição das carteiras (efeito saldo) quanto do efeito taxa em setembro. Destacou-se o aumento da taxa média de cartão de crédito rotativo (6,8 p.p.) e a menor participação das operações de cartão de crédito à vista na composição das carteiras.
A inadimplência da carteira de crédito total do SFN situou-se em 5,0%, estável no mês, com aumento de 0,9 p.p. em doze meses. Nas operações com empresas, a inadimplência recuou 0,1 p.p. no mês, situando-se em 3,3%. Nas operações com famílias, a inadimplência permaneceu estável em setembro, 6,0%. Em doze meses, a inadimplência dessas carteiras cresceu 0,5 p.p. e 1,1 p.p., na mesma ordem.
No crédito com recursos livres, a inadimplência atingiu 6,6% do total da carteira, com estabilidade no mês e aumento de 1,0 p.p. em doze meses. Por segmento, a inadimplência das operações com pessoas jurídicas recuou 0,1 p.p. no mês e aumentou 0,6 p.p. em doze meses, situando-se em 4,2%, enquanto com as pessoas físicas esse indicador avançou, na ordem, 0,1 p.p. e 1,2 p.p., atingindo 8,1%.
No crédito com recursos direcionados, a inadimplência atingiu 2,9% do total da carteira, com diminuição de 0,1 p.p. no mês e avanço de 0,8 p.p. em doze meses. A inadimplência nas operações com as pessoas físicas recuou 0,2 p.p. no mês e cresceu 1,0 p.p. em doze meses, situando-se em 3,4%.
O endividamento das famílias atingiu 50,1% em agosto, com aumentos de 0,2 p.p. no mês e de 1,2 p.p. em doze meses. O comprometimento de renda avançou 0,2 p.p. em agosto, e aumentou 1,4 p.p. em doze meses, situando-se em 29,0%.
Agregados monetários
A base monetária encerrou o mês de setembro em R$434,9 bilhões, expansão de 0,5% no mês e 1,2% em doze meses. No mês, o volume de papel-moeda em circulação subiu 0,4% e as reservas bancárias, 1,5%.
Os fluxos mensais dos fatores expansionistas da base monetária foram compostos por operações com títulos públicos federais (R$63,2 bilhões) e do Tesouro Nacional (R$6,7 bilhões). Apresentaram contração os depósitos de instituições financeiras (R$23,3 bilhões), as operações do setor externo (R$19,8 bilhões) e as com derivativos (R$2,8 bilhões).
Os meios de pagamento restritos (M1) totalizaram R$654,2 bilhões, elevação mensal de 0,2%, resultante do aumento de 0,2%, tanto do papel-moeda em poder do público quanto dos depósitos à vista. Considerando-se dados dessazonalizados, o M1 cresceu 0,3%.
O M2 variou 0,8% em setembro, situando-se em R$7,9 trilhões, resultante das elevações de 1,2% dos depósitos a prazo (saldo de R$4,1 trilhões), de 1,6% das Letras Financeiras (saldo de R$ 759 bilhões) e de 0,7% das letras de crédito (saldo de R$1,2 trilhão). No período, o saldo da poupança (R$1,0 trilhão) evidenciou captação líquida negativa de R$9,4 bilhões, recuando 0,4%.
O M3 expandiu 0,4% no mês, totalizando R$14,2 trilhões. As operações compromissadas com títulos públicos e títulos privados cresceram, respectivamente, 6,9% e 18,2%, enquanto o saldo das quotas de fundos monetários registrou o primeiro recuo no ano (-0,7% em setembro). O M4 cresceu 0,4% no mês e 11% em 12 meses, alcançando R$16,0 trilhões. O resultado refletiu a expansão do M3 e dos títulos federais em poder do público que totalizaram R$1,8 trilhão (+0,6%).
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)