DESTAQUES DO DIA: Mercados em queda e no Brasil destaque para IGP-M
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(Brasília-DF, 29/10/2026). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais em queda e no Brasil destaque para IGP-M.
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Nesta quinta-feira (29), os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -1,0%), pressionados pelo tombo de cerca de 10% da Alphabet após a divulgação de resultados. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta (+0,6%), sustentado pelos setores de energia e aeroespacial. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em queda: o Kospi (Coreia) recuou 1,2%, em realização após o forte rali da véspera, o Nikkei 225 (Japão) subiu cerca de 1%, enquanto na China o CSI 300 perdeu 1,0% e o Hang Seng (Hong Kong) caiu 0,6%.
O mercado repercute os balanços das Big Techs, que reacendem dúvidas sobre o retorno dos investimentos em inteligência artificial; a Samsung também recuou, mesmo com lucro recorde. Em contrapartida, a Microsoft sobe cerca de 3,5% no pré-mercado, após ótimo desempenho do segmento de Agents and Infra, que inclui o serviço de nuvem Azure. Na quarta-feira, o Fed de Kevin Warsh manteve os juros entre 3,75% e 4,00%, com dois votos a favor de alta, e o mercado precifica mais de 85% de chance de elevação em dezembro; o Treasury de 10 anos recua para perto de 5%. O Brent cai para próximo de US$ 114/barril, com esforços diplomáticos no Oriente Médio. Os investidores também direcionam o foco para a decisão do BCE, para o PCE de setembro e para os balanços de Eli Lilly e Merck antes da abertura, além de Amazon e Intel após o fechamento.
Na agenda internacional, os principais destaques serão o PCE e o PIB dos Estados Unidos. Também serão divulgados os pedidos iniciais de seguro-desemprego, a decisão de juros do BCE e a inflação ao consumidor do Japão.
IBOVESPA -2,68% | 171.006 Pontos. CÂMBIO -0,19% | 5,34/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira (28) em queda de 2,7%, aos 171.006 pontos, acumulando perda de 16,6% na semana até agora. A cautela fiscal seguiu pressionando os ativos brasileiros. Os juros futuros longos avançaram, enquanto o dólar recuou 0,2%, a R$ 5,34. No exterior, o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos (EUA), manteve os juros entre 3,75% e 4,00% ao ano, conforme esperado.
Na ponta positiva, MBRF (MBRF3, +2,8%) liderou as altas, seguida por TIM (TIMS3, +2,3%) e Weg (WEGE3, +2,3%). PRIO (PRIO3, +1,8%) também avançou, acompanhando a valorização do petróleo. Na ponta negativa, Cosan (CSAN3, -12,3%), Vamos (VAMO3, -11,3%) e Cogna (COGN3, -10,0%) registraram as maiores quedas. Bradesco (BBDC4, -6,7%) recuou após um banco de investimentos reduzir sua recomendação, enquanto Santander (SANB11, -5,9%) repercutiu a queda de 28% no lucro trimestral.
Renda Fixa
Os juros futuros apresentaram comportamento misto nesta quarta-feira. Nos EUA, os Treasuries encerraram com a T-note de dois anos em 4,70% (-3 bps), a T-note de 10 anos em 5,02% (+3 bps) e o T-bond de 30 anos em 5,35% (+4 bps). Após a manutenção dos Fed Funds entre 3,75% e 4,00%, declarações do presidente do Fed, Kevin Warsh, foram interpretadas como mais dovish na ponta curta da curva, enquanto a mudança no calendário de reuniões do FOMC a partir de 2027 ampliou a inclinação da curva e manteve a expectativa de nova alta de juros em dezembro. No Brasil, os juros futuros apresentaram elevada volatilidade. O DI jan/29 fechou em 14,75% (+1 bp) e o DI jan/31 em 14,97% (+12 bps), refletindo a continuidade das incertezas em torno da condução da política fiscal, além de ajustes de posições após os movimentos recentes do mercado. A NTN-B encerrou com a B29 a 7,89% (vs. 7,83%), a B35 a 7,97% (vs. 7,87%) e a B50 a 7,46% (vs. 7,47%).
IFIX
O Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta quarta-feira com queda de 1,75%, aos 3.654,09 pontos, dando continuidade ao movimento de correção observado nos últimos pregões.
A sessão foi marcada por perdas disseminadas entre os principais segmentos do mercado. Os fundos de recebíveis recuaram 1,13%, enquanto os FIIs de tijolo registraram baixa de 1,95%. Entre os segmentos de tijolo, os fundos de ativos logísticos caíram 1,79%, seguidos pelos fundos de shoppings (-1,86%) e pelas lajes corporativas (-2,01%). Já os fundos híbridos apresentaram queda de 2,56%, enquanto a categoria multiestratégia/FOF registrou baixa de 2,49%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram VGRI11 (+0,9%), MCCI11 (+0,5%) e RBRY11 (+0,2%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-7,5%), RBRL11 (-6,0%) e GZIT11 (-5,8%).
Economia
No cenário internacional, o Fed manteve os juros entre 3,75% e 4,00%, por 10 votos a 2, diante da inflação ainda elevada e da necessidade de acompanhar novos indicadores. O presidente Kevin Warsh afirmou que a economia americana não apresenta sinais de superaquecimento, destacando possíveis ganhos de produtividade, e anunciou mudanças no calendário do FOMC a partir de 2027. No Canadá, o banco central elevou os juros em 25 pontos-base, para 2,50%, diante da aceleração da inflação. No Reino Unido, o governo anunciou medidas de apoio às famílias para compensar o choque energético, em meio à revisão baixista do crescimento para 2027. A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, informou nesta manhã que deixará o cargo em 7 de fevereiro de 2027, antes do término previsto de seu mandato, em outubro de 2027.
No Brasil, os estados aprovaram um aumento do ICMS sobre combustíveis a partir de fevereiro de 2027, com reajustes de R$ 0,07 por litro de gasolina, R$ 0,13 por litro de diesel e R$ 0,91 por botijão de gás de cozinha de 13 kg. A medida ocorre em um cenário de preços elevados de energia e poderá adicionar pressões inflacionárias no início do próximo ano, embora os estados ainda avaliem alternativas para o reajuste do diesel.
No Brasil, serão publicadas as estatísticas monetárias e de crédito de setembro e o IGP-M de outubro, para o qual esperamos alta de 1,47% M/M e 5,23% A/A.
( da redação com informações de assessoria e agências. Edição: Política Real).