31 de julho de 2025
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DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em leve alta e no Brasil não há índices relevantes em destaque

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Por Politica Real com agências
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Mercados em leve alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF. 28/10/2026)  A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos em que os mercados globais estão em leve alta e no Brasil  não há indicativos de índices relevantes em destaque.

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Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em leve alta (S&P 500: +0,1%; Nasdaq 100: +0,4%), em compasso de espera pela decisão do Fed e divulgação de novos balanços, após o rali dos semicondutores na véspera. Na Europa, o Stoxx 600 opera em leve queda de 0,2%, pressionado por resultados decepcionantes de Adyen, Logitech e Symrise, que recuam mais de 10%, enquanto energia e tecnologia sobem. Na Ásia, os mercados fecharam em alta, puxados pelos fabricantes de chips: o Kospi (Coreia) disparou 6,6%, voltando a superar os 6.000 pontos, o Nikkei 225 (Japão) avançou 1,1%, enquanto na China o CSI 300 avançou cerca de 0,9% e o Hang Seng (Hong Kong) ganhou 0,2%.

O mercado repercute o lucro operacional recorde da SK Hynix no 3º trimestre de 2026 (3T26), sustentado pela demanda por memórias para inteligência artificial; as ações subiram 10,9% em Seul. Em contrapartida, o Brent avança cerca de 0,5%, para próximo de US$ 115/barril, depois que os houthis afirmaram ter atingido a maior refinaria da Arábia Saudita. No Fed, o consenso é de manutenção dos juros, e a atenção se volta para a coletiva de Kevin Warsh, em busca de sinais sobre uma alta em dezembro. Os investidores também direcionam o foco para a temporada de resultados, com divulgações de Microsoft e Alphabet hoje, além de Amazon ao longo da semana, e para a decisão do BCE na quinta-feira.

Na agenda internacional, o destaque é a decisão do Fed, às 15h (horário de Brasília), seguida da entrevista coletiva de Kevin Warsh. Também será divulgada a decisão de política monetária do Banco do Canadá.

IBOVESPA -0,51% | 175.710 Pontos.  CÂMBIO -0,97% | 5,35/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira (27) em queda de 0,5%, aos 175.710 pontos, após ensaiar uma recuperação do tombo de 13,9% da véspera, enquanto a cautela fiscal do mercado persistiu. O dólar caiu 1,0%, a R$ 5,35, e os juros futuros devolveram parte da disparada anterior.

Na ponta positiva, Tenda (TEND3, +10,2%) liderou as altas, seguida por Magazine Luiza (MGLU3, +8,5%) e Direcional (DIRR3, +5,4%), recuperando parte das perdas em uma sessão de alívio nos juros.

Na ponta negativa, Natura (NATU3, -6,9%) registrou a maior queda do dia, seguida por Totvs (TOTS3, -6,8%) e MRV (MRVE3, -5,7%). Os grandes bancos seguiram pressionados, com Bradesco (BBDC4, -1,4%) e Itaú Unibanco (ITUB4, -1,2%) contribuindo para a queda do índice.

Renda Fixa

Os juros apresentaram movimentos opostos nesta terça-feira. Nos Estados Unidos (EUA), a T-note de dois anos avançou para 4,73% (+2 bps), a T-note de 10 anos para 4,99% (+1 bp) e o T-bond de 30 anos para 5,31% (+1 bp), enquanto os investidores permanecem aguardando a decisão de política monetária do Federal Reserve (banco central americano) desta quarta-feira (28). A expectativa predominante é de manutenção dos juros, mas a perspectiva de novos ajustes adiante segue dando sustentação aos rendimentos dos Treasuries. No Brasil, os juros futuros fecharam em forte queda, devolvendo parte da expressiva reprecificação observada após o resultado eleitoral. O DI jan/27 encerrou a 13,64% (-8 bps), o DI jan/29 a 14,74% (-51 bps) e o DI jan/31 a 14,85% (-39 bps). O movimento foi favorecido pela entrada de compradores diante dos níveis mais elevados de taxa e pela atuação do Tesouro Nacional, que realizou um novo leilão de recompra de NTN-Bs, contribuindo para reduzir a volatilidade, enquanto o leilão regular de LFT foi cancelado. A NTN-B encerrou com a B29 a 7,83% (vs. 8,00%), a B35 a 7,87% (vs. 7,80%) e a B50 a 7,47% (vs. 7,80%).

IFIX

O Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta terça-feira com queda de 1,19%, aos 3.719,05 pontos, dando continuidade ao movimento de correção iniciado na sessão anterior e devolvendo os ganhos acumulados após o 1º turno.

A sessão foi marcada por desempenho negativo entre os principais segmentos do mercado. Os fundos de recebíveis recuaram 0,68%, enquanto os FIIs de tijolo registraram baixa de 1,52%. Entre os segmentos de tijolo, os fundos de shoppings e os ativos logísticos caíram 1,59% e 1,37%, respectivamente, enquanto as lajes corporativas recuaram 1,10%. Já os fundos híbridos apresentaram queda de 1,59%, e a categoria multiestratégia/FOF registrou baixa de 1,83%.

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram CACR11 (+5,8%), VINO11 (+2,8%) e GTWR11 (+2,4%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por TRBL11 (-5,9%), DEVA11 (-5,9%) e RBRL11 (-5,5%).

Economia

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve deve manter hoje a taxa de juros no intervalo entre 3,75% e 4,00%. O mercado, no entanto, já atribui chance de uma nova alta em dezembro, diante da inflação pressionada e da atividade resiliente.

No Brasil, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo enviará ao Congresso um Projeto de Lei Complementar para formalizar a busca pelo centro da meta de resultado primário e que a Medida Provisória com as alíquotas do Imposto Seletivo deve ser enviada ainda nesta semana. O governo também prorrogou por mais 30 dias a subvenção de R$ 2,12 por litro ao diesel, com custo estimado de R$ 10,5 bilhões. Já o Banco Central apontou, no Relatório de Estabilidade Financeira, que o sistema financeiro permanece resiliente, apesar do aumento dos riscos de crédito, e sinalizou novas medidas contra o superendividamento ainda este ano.

No Brasil, não há indicadores econômicos relevantes a serem divulgados.

(da redação com informações de assessoria e agências. Edição: Política Real)