Rogério Marinho, mesmo após agências informarem da ida de Flávio Bolsonaro para EUA, disse que estava surpreso e que não sabia o paradeiro do ex-candidato à presidência da República
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Com agências.
(Brasília-DF, 27/10/2026) O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha do candidato do PL à presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), disse que estava surpreso com a notícia da fuga de Flávio Bolsonaro e que não tinha notícia do seu paradeiro, mesmo depois que agências
“Nós estamos surpresos, porque ontem nós conversamos sobre a necessidade de que Flávio, com os 60 milhões de votos que teve, assumisse esse papel de liderança da oposição, que é importante, porque nós temos um governo que claramente tem feito mal ao país, a nossa avaliação, e é necessário estarmos vigilantes agora, nesse final de ano e nos quatro anos de forma subsequente, para que façamos a nossa parte, já que fomos mandatados por uma parte expressiva da população brasileira.
Então, claro, ficamos surpresos, e nós não temos ainda, vou reiterar ainda, notícia do seu paradeiro.”, disse.
Como pode ter sido a fuga
Durante a madrugada desta terça-feira, o site argentino Infobae reportou que Flávio Bolsonaro havia cruzado a fronteira entre o Brasil e a Argentina rumo à cidade de Puerto Iguazú. De lá, segundo a publicação, Flávio pegaria um voo particular para Miami, nos Estados Unidos.
O aeroporto de Puerto Iguazú fica a cerca de 22 quilômetros da fronteira com o Brasil. Após a publicação da reportagem do Infobae, aliados de Flávio relataram que não conseguiam mais contato com o senador. Jornalistas também reportaram que ele não estava em nenhuma de suas residências.
Segundo o Infobae, o jatinho privado havia sido fretado da companhia aérea Baires Fly S.A. e a viagem envolveria quatro passageiros e três tripulantes. Flávio, de acordo com o site, teria cruzado a fronteira com um documento comum de identidade, o que é permitido entre países do Mercosul.
A PF brasileira não identificou registros da passagem do senador por algum ponto regular de migração brasileira.
De acordo com dados do site de monitoramento aéreo FlightRadar24, o avião voou de Buenos Aires para Puerto Iguazú na noite de segunda-feira.
Já o jornal argentino La Nación, citando fontes da Polícia de Seguridad Aeroportuaria (PSA) da Argentina, informou que o voo tinha partida prevista para às 2h, sem destino.
A aeronave, no entanto, nunca decolou e o voo teria sido cancelado porque um dos quatro passageiros não chegou a tempo.
Mais tarde, foi a vez de o portal argentino Iguazú Ahora informar que a aeronave tinha mudado o horário de partida, com o voo agora decolando às 17h com destino a Miami. Segundo a publicação, autoridades do aeroporto afirmaram que Flávio não estaria na lista de passageiros. Já o portal regional Misiones Online disse que autoridades de aviação civil argentinas negaram a permissão técnica de decolagem para o voo rumo a Miami.
O avião permanecia em Puerto Iguazú no final da tarde desta terça-feira,
O governo da Argentina negou à DW que Flávio Bolsonaro tenha ingressado no país. A informação foi dada nesta terça-feira ,27, pelo Departamento de Migrações, que registra os cruzamentos pelas fronteiras, e pela Presidência da Argentina.
"É falso. Não houve nenhuma entrada nem de (Flávio) Bolsonaro nem da sua família. Nós desmentimos isso enfaticamente", disse Fabián Fernández, secretário de Consumição e Imprensa do presidente Javier Milei.
Surgem relatos de que Flávio conseguiu embarcar rumo aos EUA
Horas depois da divulgação de informações desencontradas sobre o avião em Puerto Iguazú, começaram a surgir os primeiros relatos de que Flávio havia conseguido embarcar rumo aos Estados Unidos. A rota tomada ainda é incerta.
Segundo relatos de aliados à imprensa brasileira, o avião em Puerto Iguazú foi usado como despiste, e Flávio seguiu por outro caminho. A PF investiga a suspeita de que saída possa ter ocorrido pela Venezuela, atualmente sob tutela dos Estados Unidos.
A informação de que Flávio teria sido bem-sucedido em embarcar aos EUA foi divulgada por aliados do senador e uma fonte do governo dos EUA citada pela agência Reuters.
Ainda segundo aliados ouvidos pela imprensa brasileira, o governo Donald Trump pretende conceder asilo ao senador do PL.
Jornais brasileiros também apontam que Flávio embarcou com a mulher e as duas filhas. O UOL afirmou que uma das filhas de Flávio chegou a se despedir de duas colegas na segunda, dizendo que ia para "os EUA".
Ao jornal Folha de S.Paulo, advogados de Flávio afirmaram que a fuga ocorreu à revelia da equipe jurídica e que o clima é de perplexidade.
( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)