Flávio Bolsonaro disse que nunca pensou em deixar o país; ele mudou de opinião, novamente
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(Brasília-DF, 27/10/2027) O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se notabilizou, especialmente no período entre o final do primeiro turno, no dia 5 de outubro até o dia 24 de outubro, que antecedia o segundo turno por mudar de opinião diversas vezes sobre diversos assuntos.
Sua última mudança de opinião que se justifica com os fatos, confirmada sua fuga para os Estados Unidos, foi afirmar que iria entregar seus passaportes pois iria enfrentar o que viesse pois iria liderar as oposições.
Em um vídeo em suas redes sociais publicado ontem a tarde, Flávio explicou que havia sido abordado pela PF para receber a ordem de entregar seus passaportes. Ele afirmou que a decisão de Alexandre de Moraes foi tomada com base em uma fala de seu irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro, que vive nos EUA.
Em entrevista na semana passada, Eduardo defendeu que, em caso de derrota nas urnas, Flávio deveria deixar o país.
Mas no vídeo desta segunda, Flávio afirma que nunca disse que deixaria o país. "Eu nunca pensei em sair do país", disse. "Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar."
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Flávio perderá o foro privilegiado após 31 de janeiro, quando acaba seu mandato parlamentar.
Apesar disso, os inquéritos contra ele devem continuar tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF), avaliam criminalistas consultados pela Política Real.
A atual jurisprudência da Corte determina que investigações em curso são mantidas no STF, quando os supostos crimes forem cometidos durante o mandato e relacionados à sua atuação no cargo.
Duas investigações estão em andamento: uma apura possíveis irregularidades no repasse de quase 70 milhões de dólares do Banco Master para o filme Dark Horse, em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto outra investiga suposta lavagem de dinheiro em parceria com o advogado Willer Tomáz.
O inquérito que investiga os repasses para o filme Dark Horse tramita no gabinete de André Mendonça, mas está suspenso por decisão do presidente Edson Fachin, após a grave crise que dividiu o STF em setembro e levantou acusações de parcialidade contra o ministro.
( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)