31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUE DO DIA: Mercados globais em leve alta e no Brasil sem índices relevantes mas atento as novas pesquisas eleitorais presidenciais

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Por Politica Real com agências
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Mercados em leve alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 21/10/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP investimentos apontando que os mercados globais estão em leve alta e no Brasil não há indicadores econômicos relevantes a serem divulgados.

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Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em leve alta (S&P 500: +0,1%; Nasdaq 100: +0,3%), puxados por ações ligadas à inteligência artificial após resultados fortes de Super Micro Computer e SpaceX. Na Europa, o Stoxx 600 opera em leve alta de 0,4%, impulsionado principalmente pelos setores imobiliário, de energia e de tecnologia. Na Ásia, os mercados fecharam mistos: o Kospi (Coreia) subiu mais de 3%, recuperando-se da mínima em seis meses com o rali dos semicondutores, o Nikkei 225 (Japão) recuou 0,4%, enquanto na China o CSI 300 fechou em queda de 1,0% e o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,9%, pressionados pelo tombo da CATL após lucro trimestral mais fraco.

O mercado repercute a Super Micro, que subiu cerca de 12% no after-market após elevar o guidance, e a SpaceX, que avançou cerca de 8% após receita 161% maior no trimestre e a confirmação de que avalia uma possível fusão com a Tesla. O Brent sobe para perto de US$ 111/barril, diante de sinais desencontrados sobre as negociações entre EUA e Irã, mantendo o Treasury de 10 anos perto de 5,12% e a precificação de uma possível alta de juros pelo Federal Reserve (banco central americano) em dezembro. Os investidores também direcionam o foco para a temporada de resultados, com Meta e Tesla divulgando números hoje após o fechamento e Procter & Gamble na quinta-feira, além dos pedidos de seguro-desemprego, que o consenso espera em cerca de 200 mil.

IBOVESPA +1,57% | 208.296 Pontos. CÂMBIO -0,58% | 5,01/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira (20) em alta de 1,6%, aos 208.296 pontos, com 71 dos 76 papéis do índice fechando o dia no campo positivo. A atenção do mercado ao cenário político local e o alívio externo com o recuo do petróleo favoreceram a queda dos juros futuros e do dólar, que cedeu 0,6%, a R$ 5,02, impulsionando os papéis domésticos.

Na ponta positiva, Magazine Luiza (MGLU3, +14,8%) liderou as altas, beneficiada pela queda dos juros futuros e pela elevação de sua recomendação para compra por um banco de investimentos na véspera. Vamos (VAMO3, +8,3%), Natura (NATU3, +7,8%) e Hapvida (HAPV3, +7,6%) também se destacaram. Na ponta negativa, Embraer (EMBJ3, -1,7%) registrou a maior queda do índice, em uma sessão desfavorável aos exportadores, com o dólar em baixa.

Para o pregão desta quarta-feira (21), o mercado acompanhará o início da temporada de resultados do 3T26, com a divulgação dos números de WEG (WEGE3) e Bradsaúde (SAUD3).

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a terça-feira com direções mistas. Nos Estados Unidos (EUA), a T-note de dois anos encerrou a 4,78% (+1 bp), enquanto a T-note de 10 anos recuou para 5,11% (-3 bps) e o T-bond de 30 anos caiu para 5,42% (-6 bps). O movimento refletiu pincipalmente a redução das apostas de novas altas de juros no curto prazo. No Brasil, a curva de juros registrou fechamento firme em queda ao longo de todos os vértices, sustentada pela melhora do ambiente externo, pelo recuo do petróleo e pelo aumento do otimismo dos investidores em relação ao cenário fiscal doméstico. O DI jan/28 encerrou a 12,80% (-5 bps), o DI jan/29 a 12,58% (-8 bps) e o DI jan/31 a 12,65% (-8 bps). A NTN-B encerrou com a B29 a 6,77% (vs. 6,88%), a B35 a 6,84% (vs. 6,94%) e a B50 a 6,78% (vs. 6,85%).

IFIX

O Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta terça-feira com alta de 0,49%, aos 3.976,00 pontos, refletindo o otimismo do mercado em relação ao cenário eleitoral.

O desempenho dos principais segmentos foi positivo ao longo da sessão. Os fundos de recebíveis avançaram 0,18%, enquanto os FIIs de tijolo registraram valorização de 0,60%. Entre os segmentos de tijolo, as lajes corporativas lideraram os ganhos, com alta de 1,32%, seguidas pelos ativos logísticos (+0,72%) e pelos fundos de shoppings (+0,16%). Já os fundos híbridos avançaram 0,67% e a categoria multiestratégia/FOF registrou alta de 0,83%.

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram ITRI11 (+4,7%), MCRE11 (+3,6%) e HFOF11 (+2,8%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por MFII11 (-2,2%), HSLG11 (-1,0%) e PORD11 (-0,9%).

Economia

No cenário internacional, o petróleo do tipo Brent continuou sob pressão e superou US$ 110 o barril, apesar da retomada das exportações de diesel russo e a novos esforços de mediação entre Estados Unidos e Irã. Nos Estados Unidos, as construções de moradias iniciadas caíram 5,2% em setembro, contrariando as expectativas de crescimento e reforçando os sinais de fraqueza do setor imobiliário.

No Brasil, o Banco Central estuda medidas para disciplinar a concessão de crédito e conter o endividamento das famílias, que atingiu 49,9% da renda acumulada em 12 meses em julho, enquanto o número de consumidores inadimplentes alcançou 83,9 milhões.

Na agenda internacional, o destaque será a divulgação dos estoques semanais de petróleo dos Estados Unidos pela EIA (Agência de Informação de Energia), relevante para avaliar as condições de oferta e demanda em meio à volatilidade dos preços e às tensões no Oriente Médio. No Brasil, não há indicadores econômicos relevantes a serem divulgados.

( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)