31 de julho de 2025
ECONOMIA

Setor de serviços nem cresceu e nem recuou em julho, informa PMS do IBGE

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Por Politica Real com agências
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Setor de transportes foi destaque positivo Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 10/09/2026) Na manhã desta quinta-feira, 10, o IBGE divulgou a sua Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) referente a julho de 2026.   O volume de serviços no Brasil ficou estável (0,0%) frente ao mês imediatamente anterior, após ter registrado ligeira variação positiva (0,1%) em junho.  Enfim, nem cresceu e nem recuou.

Dessa forma, o setor de serviços se encontra 20,0% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e fica, em julho de 2026, 0,2% abaixo do topo da série histórica, alcançado em outubro de 2025. Frente a julho de 2025, o volume de serviços cresceu 0,9%, seu 28º resultado positivo consecutivo. O acumulado de janeiro a julho deste ano foi de 1,9%, frente a igual período de 2025. O acumulado nos últimos doze meses foi a 2,4%, reduzindo o ritmo de expansão observado em junho (2,6%).

A variação nula (0,0%) do volume de serviços em julho de 2026, ante junho, mostrou maior disseminação de taxas positivas entre os setores, com avanço em quatro das cinco atividades divulgadas. Entre os avanços, os transportes (0,4%) e os profissionais, administrativos e complementares (0,6%) exerceram os principais impactos positivos, com o primeiro setor apontando ligeiro avanço após ter ficado estável em junho; e o segundo recuperando uma parte da perda observada no mês anterior (-1,3%). As demais expansões vieram dos outros serviços (0,7%) e dos serviços prestados às famílias (0,5%). Em contrapartida, informação e comunicação (-2,5%) mostrou o único recuo de julho, devolvendo parte do crescimento acumulado entre abril e junho (3,3%).

 

 

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total do volume de serviços mostrou estabilidade (0,0%) no trimestre encerrado em julho de 2026 frente ao nível do trimestre imediatamente anterior. Entre os setores, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, quatro das cinco atividades mostraram comportamento negativo: outros serviços (-0,9%); transportes (-0,2%); serviços prestados às famílias (-0,2%); informação e comunicação (-0,1%). Em sentido oposto, os serviços profissionais, administrativos e complementares (0,5%) registraram o único avanço neste tipo de indicador.

Em contrapartida, os setores de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-1,4%) e de outros serviços (-0,1%) exerceram os únicos impactos negativos sobre o volume total de serviços, pressionados, especialmente, pela menor receita vinda de transporte aéreo de passageiros; logística de cargas; atividades de correio; e gestão de portos e terminais, no primeiro ramo; e de serviços financeiros auxiliares, no último.

Atividades turísticas crescem 2,7% em julho

Em julho de 2026, o índice de atividades turísticas apontou expansão de 2,7% frente ao mês imediatamente anterior, recuperando, assim, parte da perda de 4,0% observada entre maio e junho. Com isso, o segmento de turismo se encontra 9,4% acima do patamar de fevereiro de 2020 e opera, em julho de 2026, 3,8% abaixo do ápice da sua série histórica, alcançado em dezembro de 2024.

Regionalmente, 11 dos 17 locais pesquisados acompanharam este movimento de expansão verificado na atividade turística nacional (2,7%). A contribuição positiva mais relevante ficou com São Paulo (3,5%), seguido por Bahia (8,6%), Paraná (6,7%) e Minas Gerais (2,8%). Em sentido oposto, Ceará (-1,8%) e Pernambuco (-1,1%) apontaram os principais resultados negativos.

No acumulado de janeiro a julho de 2026, o agregado especial de atividades turísticas mostrou retração de 1,0% frente a igual período do ano passado, pressionado, sobretudo, pela menor receita obtida por empresas do ramo de transporte aéreo de passageiros; e de hotéis. Regionalmente, 11 dos 17 locais investigados também registraram taxas negativas, onde sobressaíram as perdas vindas de São Paulo (-1,3%), seguido por Minas Gerais (-4,0%), Pernambuco (-7,9%), Paraná (-5,3%) e Ceará (-8,6%). Em sentido oposto, Rio de Janeiro (5,0%) liderou os ganhos do turismo, seguido por Bahia (5,9%), Espírito Santo (2,3%) e Rio Grande do Sul (0,7%).

Transportes de passageiros e de cargas registram alta em julho

Em julho de 2026, o volume de transporte de passageiros no Brasil avançou 2,9% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, recuperando, assim, parte da perda acumulada entre maio e junho (-4,6%). Dessa forma, o segmento se encontra, nesse mês de referência, 1,5% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 22,1% abaixo de fevereiro de 2014 (ponto mais alto da série histórica). Já o volume do transporte de cargas apontou expansão de 1,0% em julho de 2026, após apresentar variação nula (0,0%) em junho. Dessa forma, o segmento se situa 4,7% abaixo do ponto mais alto de sua série (julho de 2023). Com relação ao nível pré-pandemia, o transporte de cargas está 37,8% acima de fevereiro 2020.

No indicador acumulado de janeiro a julho deste ano, o transporte de passageiros mostrou retração de 3,5% frente a igual período de 2025, enquanto o de cargas mostrou ligeiro acréscimo de 0,2% no mesmo intervalo investigado.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)