MERCADO: Mesmo em dia de queda do IPCA, bolsa cai e dólar sobre após nota negativa do JP Morgan para o Brasil
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(Brasília-DF, 11/08/2026) Nesta terca-feira, 11, o Ibovespa fechou em queda descolado do desempenho mais ameno em Wall Street, na sexta sessão consecutiva de perdas.
O principal índice da B3 caiu 2,50%, aos 167.875 pontos, o menor patamar de fechamento desde 20 de janeiro. Já o dólar avançou 0,99%, fechando cotado a R$ 5,1606.
O movimento de aversão ao risco foi influenciado pelo rebaixamento das ações brasileiras pelo JPMorgan, que revisou a recomendação de overweight para neutra citando a volatilidade eleitoral como motivo para “ficar de fora” dos ativos do país.
Os bancos foram a principal pressão negativa sobre o índice, em meio à repercussão da temporada de balanços.
O BTG Pactual (BPAC11) recuou 5,80%, a maior queda entre as ações do setor, após a divulgação dos resultados do segundo trimestre. O banco apontou um aumento de 19,4% das provisões para perdas.
IPCA
Hoje foi divulgada a leitura do IPCA de julho, em 0,07%, que acumulou alta de 4,44% nos últimos 12 meses. Projetávamos alta de +0,03% no mês, enquanto a mediana da Bloomberg indicava +0,01%.
Entre os grupos de maior atenção, destaca-se a deflação de alimentação no domicílio (-1,14%) suscitada principalmente pela queda no atacado de preços de alimentos in natura, que caíram para -6,33%; as maiores quedas ocorreram em batata-inglesa (-19,59%) e tomate (-29,09%). Em contraponto, alimentação fora do domicílio se acelerou para 0,55%. Vestuário (-0,66%) também se reduziu, por conta das roupas (-0,93%), que caíram mais do que o esperado; acreditamos que o fim da chamada “taxa das blusinhas” pode ter exercido pressão baixista sobre os preços, antecipando os descontos sazonais no agrupamento. O grupo Transportes (+0,05%), por sua vez, arrefeceu, favorecido pela minoração dos preços da gasolina (-1,37%), do etanol (-2,26%) e do óleo diesel (-1,22%). Entretanto, o encarecimento de passagem aérea (+11,67%) manteve o grupo Transportes em patamar positivo. Vale destacar também o subitem automóvel novo, que caiu 0,36%; já vínhamos monitorando o movimento baixista dos preços de carros, que tem sido suscitado pela entrada de carros de marcas chineses no mercado – este pode ser um risco baixista importante para 2027. Em sentido ascendente, Habitação acelerou para +0,99%, com impulso de energia elétrica (+3,09%) após os reajustes em São Paulo, Porto Alegre e Curitiba. Por fim, o grupo Saúde e cuidados pessoais foi pressionado por higiene pessoal (+0,64%).
Assim, dentre os itens administrados, o avanço de energia elétrica foi compensado pelo recuo de gasolina e diesel. Já os serviços ficaram ligeiramente acima de nossa projeção (0,56%), pressionados por alimentação fora do domicílio (+0,55%), passagem aérea e por conserto de automóvel (+1,41%). A taxa acumulada em 12 meses dos serviços subjacentes voltou a desacelerar, para +4,90%, assim como os serviços intensivos em trabalho, que, entretanto, acumulam alta anual superior a 7%; esse movimento foi acompanhado pelos núcleos não dessazonalizados, que subiram +0,26% na margem e +4,48% no acumulado em doze meses.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)