Tribunal manda Donald Trump parar construção em área de preservação da Casa Branca
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(Brasília-DF, 07/08/2026) Nesta sexta-feira, 07, o presidente dos EUA, Donald Trump, recebeu ordem para interromper a construção de um salão de baile no local da demolida Ala Leste.
O Tribunal de Apelações dos EUA para o Circuito do Distrito de Colúmbia manteve uma liminar obtida pela organização *National Trust for Historic Preservation* (Fundo Nacional para a Preservação Histórica), que havia processado Trump sobre a questão no ano passado.
Foi um grande revés para Trump, que vinha promovendo o projeto, afirmando que a Casa Branca precisava de um grande salão de baile para sediar eventos.
A decisão do tribunal foi suspensa por 14 dias para permitir que a administração Trump recorra à Suprema Corte dos EUA.
Trump confirmou a medida, dizendo que sua equipe apresentará um recurso "imediato" à Suprema Corte.
O presidente dos EUA criticou duramente a decisão, classificando-a como "horrenda, politicamente motivada e ilegal".
"O Tribunal de Circuito também se recusou a reconhecer que o Salão de Baile — extremamente necessário e totalmente seguro, que está sendo construído antes do prazo e abaixo do orçamento — é um presente do Presidente Trump e de grandes patriotas dos Estados Unidos da América", acrescentou Trump em uma publicação nas redes sociais.
O que o tribunal disse?
Os juízes Patricia Millett e Brad Garcia, ambos nomeados por presidentes democratas, afirmaram que a ordem não proíbe permanentemente a construção do salão de baile, mas apenas interrompe as obras acima do solo durante o processo judicial e até que a Casa Branca obtenha a aprovação do Congresso.
"Cada presidente é um inquilino temporário, e não o proprietário, da Casa Branca" e não pode remodelá-la fundamentalmente sem a aprovação do Congresso, declarou o tribunal.
"Cabe ao Congresso decidir se um enorme salão de baile deve ou não ser construído; não é uma questão para o Executivo agir por conta própria", escreveu a maioria do colegiado. "O Congresso não concedeu autoridade irrestrita ao Poder Executivo para redesenhar, remodelar e reconstruir drasticamente a Casa Branca — a Casa do Povo — para atender aos desejos de um determinado presidente."
Além disso, o tribunal criticou a "afirmação ousada de que o Executivo pode agir com total ilegalidade, destruindo marcos nacionais valiosos e prejudicando os interesses de indivíduos".
( da redação com informações da DW, Ap. Edição: Política Real)