31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil não há indicadores econômicos relevantes previstos para o dia

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Por Politica Real com agências
Publicado em
Mercados em queda Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 23/7/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil, não há indicadores econômicos relevantes previstos para o dia.

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Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,4%; Nasdaq 100: -0,4%), pressionados pela alta do petróleo e pela cautela em torno dos investimentos em inteligência artificial. Na Europa, o Stoxx 600 cai 0,7%, com perdas disseminadas entre os setores, parcialmente compensadas pela alta das empresas de energia.

Na Ásia, o desempenho foi misto, com destaque para o Kospi (+4,4%), impulsionado por Samsung e SK Hynix, enquanto o Nikkei avançou 0,5%, o Hang Seng subiu 1,0% e o CSI 300 ganhou 0,2%. O Brent sobe cerca de 4,8%, passando de US$ 98/barril, enquanto o WTI avança para acima de US$ 90/barril.

Na temporada de resultados, as ações da Alphabet recuam no pré-mercado após a companhia elevar sua projeção de capex para até US$ 205 bilhões em 2026, reforçando os gastos com inteligência artificial e reacendendo preocupações sobre o elevado custo da expansão da infraestrutura de IA. No dia, os investidores também acompanham os balanços de Dow, American Airlines, T-Mobile e Intel, além dos pedidos semanais de seguro-desemprego e da decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE).

Economia

As tensões no Oriente Médio voltaram a se intensificar após ataques dos houthis contra petroleiros no Mar Vermelho, elevando os riscos para a oferta global de petróleo e impulsionando o preço da commodity. Nos Estados Unidos, a Câmara dos Deputados aprovou uma medida para evitar uma paralisação do governo federal até dezembro, reduzindo temporariamente a incerteza fiscal antes das eleições legislativas.

No Brasil, o governo reforçou que seguirá priorizando a negociação com os Estados Unidos diante das novas tarifas comerciais, ao mesmo tempo em que anunciou uma nova etapa do Plano Brasil Soberano para apoiar empresas afetadas e ampliar a diversificação dos mercados de exportação.

Na agenda, o destaque internacional será a decisão de juros do Banco Central Europeu e a divulgação da inflação ao consumidor do Japão.

IBOVESPA +2,44% | 177.547 Pontos.  CÂMBIO -0,28% | 5,06/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira em forte alta de 2,4%, aos 177.548 pontos, interrompendo uma sequência de cinco sessões consecutivas de queda. O movimento foi marcado por um rali generalizado, com 72 dos 78 papéis do índice fechando no campo positivo, possivelmente refletindo uma retomada mais significativa dos fluxos estrangeiros para o mercado brasileiro. Além disso, a expressiva valorização do petróleo, com o Brent avançando 4,5% no dia, deu suporte adicional ao índice por meio das petroleiras, com destaque para Petrobras (PETR3 +2,4%; PETR4 +2,2%) e PRIO (PRIO3 +2,7%).

O destaque positivo do dia foi WEG (WEGE3, +10,4%), que avançou após divulgar resultados do segundo trimestre acima das expectativas do mercado (veja aqui o comentário completo). Na ponta negativa, TIM (TIMS3, -2,1%) e Vivo (VIVT3, -1,2%) recuaram após os resultados do 2T26 da Claro Brasil indicar um cenário menos positivo para o setor do que nos últimos trimestres. TIM também foi pressionada por uma redução de preço-alvo por um banco de investimentos.

Hoje, tem início a Expert XP 2026, o maior festival de investimentos do mundo. O evento reúne diversos especialistas do mercado financeiro e milhares de participantes do mundo inteiro para promover uma experiência rica em aprendizado e networking. Saiba mais aqui.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram ontem em alta. Nos EUA, as Treasuries avançaram, com a T-note de 2 anos a 4,31% (+5bps), a T-note de 10 anos a 4,66% (+3bps) e o T-bond de 30 anos a 5,15% (+2bps), refletindo a percepção de que a alta dos preços de petróleo pode impactar a política monetária do Fed. No mercado doméstico, a curva de DI também apresentou abertura, em especial nos vértices intermediários e longos, acompanhando a pressão observada nas curvas globais diante da piora das tensões no Oriente Médio, com o DI jan/27 encerrando a 13,95% (+1bp), o DI jan/29 a 14,49% (+8bps) e o DI jan/31 a 14,65% (+5bps). A NTN-B apresentou movimentos mistos, com a B29 a 8,46% (vs. 8,40%), a B35 a 8,19% (vs. 8,28%) e a B50 a 7,64% (estável).

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão de ontem em queda de 0,34%, aos 3.814,78 pontos, em meio à abertura da curva de juros no Brasil e ao aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais, impulsionado pela piora do cenário geopolítico no Oriente Médio. Dentre os segmentos, os fundos de tijolo recuaram 0,44%, pressionados principalmente pelas quedas em ativos logísticos (-0,79%), lajes corporativas (-0,54%) e shoppings (-0,19%). Os fundos híbridos também encerraram o dia no campo negativo (-0,38%), assim como os fundos de recebíveis (-0,20%). Já o segmento de multiestratégia/FOFs apresentou estabilidade, com leve alta de 0,01%, sendo o único a fechar o pregão no campo positivo. Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram MCRE11 (+3,2%), LIFE11 (+2,6%) e RBRL11 (+2,5%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-11,9%), TRBL11 (-5,7%) e TOPP11 (-3,2%).

No Brasil, não há indicadores econômicos relevantes previstos para o dia.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)