31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil é dia de divulgação do IBC-Br

Veja mais números

Por Politica Real com agências
Publicado em
Mercados em queda Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 17/07/2026)  A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil é dia de prévia do PIB, o IBC-Br.

Veja mais:

Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,8%; Nasdaq 100: -1,5%), pressionados pela escalada das tensões no Oriente Médio e pela continuidade da realização no setor de semicondutores. O ETF VanEck Semiconductor (SMH) acumula queda de 6,9% na semana, com baixas em TSMC, Marvell, STMicroelectronics, ASML, ASMI, Infineon e BE Semiconductor. A TSMC divulgou resultados bons, com forte crescimento do lucro na comparação anual, mas elevou sua projeção de investimentos para o ano, aumentando preocupações sobre os elevados gastos em infraestrutura de IA. No cenário geopolítico, os EUA realizaram a sexta noite consecutiva de ataques contra alvos militares no Irã, intensificando as incertezas e voltando a afetar o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz.

Na Ásia, o Nikkei caiu 4,0%, o CSI 300 recuou 3,6% e a Coreia do Sul permaneceu fechada por feriado. Na Europa, o Stoxx 600, que recua -0,6% é pressionado pelas fortes perdas das fabricantes de chips. Ao longo do dia, os investidores acompanham a divulgação da prévia de julho do índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan.

IBOVESPA -1,2% | 173.825 Pontos.   CÂMBIO +0,5% | 5,09/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira em queda de 1,2%, aos 173.825 pontos, após a confirmação de tarifas de 25% dos Estados Unidos sobre parte das importações brasileiras. Apesar disso, o impacto direto sobre a Bolsa brasileira deve ser limitado, devido à isenção de produtos relevantes.

As distribuidoras de combustíveis Ultrapar (UGPA3, +2,6%) e Vibra (VBBR3, +1,6%) ficaram entre os destaques positivos do dia, após elevação de preço-alvo por um banco de investimentos. Na ponta negativa, Braskem (BRKM5, -5,1%) liderou as perdas da sessão, em meio à continuidade das preocupações dos investidores com o processo de reestruturação da companhia.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram ontem com estabilidade nos EUA e inclinação da curva DI brasileira. Nos EUA, os agentes seguiram avaliando os impactos do conflito no Oriente Médio, sustentando os rendimentos das Treasuries, com a T-note de 2 anos a 4,15% (0 bp), a T-note de 10 anos a 4,56% (+1 bp) e o T-bond de 30 anos a 5,09% (0 bp).

No Brasil, a curva de DI foi pressionada pela cautela com o quadro fiscal e pelos desdobramentos relacionados às tarifas impostas pelos EUA aos produtos brasileiros, com o DI jan/27 a 13,88% (-1 bp), o DI jan/29 a 14,10% (+7 bps) e o DI jan/31 a 14,30% (+5 bps). Já a curva de NTN-B apresentou maior estabilidade, encerrando com a B29 a 8,26% (vs. 8,28%), a B35 a 8,03% (estável) e a B50 a 7,54% (vs. 7,55%).

IFIX

O Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX) encerrou o pregão ontem em alta de 0,18%, aos 3.846,24 pontos. Dentre os segmentos, os fundos de tijolo avançaram 0,24%, impulsionados principalmente pelas altas em lajes corporativas (+0,28%), ativos logísticos (+0,28%) e shoppings (+0,18%). Os fundos híbridos também registraram valorização de 0,21%, enquanto os fundos de recebíveis subiram 0,08%. Já o segmento de multiestratégia/FOFs avançou 0,18%, acompanhando o movimento positivo observado no restante do mercado. Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram MFII11 (+3,1%), SNFF11 (+2,1%) e TGAR11 (+1,9%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-6,1%), BPML11 (-2,5%) e DEVA11 (-1,3%).

Economia

No exterior, ataques entre EUA e Irã nos últimos dias vem mantendo elevada a incerteza sobre o Estreito de Ormuz e os riscos para a oferta global de energia. Nos Estados Unidos, declarações ontem mais duras de dirigentes do Federal Reserve (banco central) levaram a alguma recuperação do dólar.

No Brasil, o governo indicou que adotará medida para apoiar os exportadores afetados pelas novas tarifas comerciais de 25% impostas pelos Estados Unidos. Segundo nossos cálculos, as novas tarifas terão um impacto macroeconômico modesto no Brasil, mas o impacto microeconômico sobre algumas empresas e regiões pode ser relevante.

Na atividade econômica, as vendas no varejo decepcionaram em maio, sugerindo alguma moderação do consumo das famílias no segundo trimestre.

Na agenda de hoje, destaque para a produção industrial dos Estados Unidos e para o IBC-Br, indicador mensal de atividade econômica do Banco Central.

( da redação com informações de assessoria e agências. Edição: Política Real)