Sondagem da FGV-IBRE aponta que 69,1% dos pesquisados afirma conseguir pagar suas contas essenciais nos últimos 3 meses com a renda auferida no período de referência
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(Brasília-DF, 14/07/2026). Na manhã desta terça-feira, 14, o FGV-IBRE divulgou a sua Indicadores de Qualidade do Trabalho da Sondagem de Mercado de Trabalho apontando a décima-terceira da avaliação aborda o tema da percepção sobre a renda nos últimos 3 meses. Nesse tema, os respondentes são consultados a dar sua percepção sobre como tem evoluído sua renda, se ela é suficiente para pagar as contas essenciais e depois apontam quais são as 3 maiores despesas nesse período.
O resultado, com dados do trimestre findo em junho de 2026, mostra que a maior parte dos respondentes (69,1%) afirma conseguir pagar suas contas essenciais nos últimos 3 meses com a renda auferida no período de referência, sendo esse resultado a quarta queda consecutiva, Como as séries ainda são curtas e não possuem ajuste por sazonalidade, comparações na margem demandam cautela. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o percentual que afirma conseguir pagar suas contas essenciais está 2,6 p.p. superior.
Em seguida, os respondentes foram convidados a apontar quais foram as 3 maiores despesas que mais impactaram no orçamento da família. A alimentação se mantém como o item mais citado como um dos que mais pesam no orçamento das famílias, com 75,0 % dos respondentes. Em seguida, as duas opções mais citadas foram: contas de serviços públicos (50,3%) e aluguel ou financiamento com moradia (45,6%). Em comparação com o mesmo período do ano anterior, a maior diferença foi o impacto do transporte, que representava 2,0% e passa a ser 27,6% das pessoas reportando como um dos três itens que mais pesam no orçamento.
“Os resultados de junho mostram que a evolução do mercado de trabalho, especialmente com melhora na renda, permite que boa parte das pessoas consigam pagar suas contas básicas. Por outro lado, a quarta queda consecutiva nesse indicador parece estar relacionada à desaceleração do mercado de trabalho. Entre os itens que mais pesam, contas de serviços públicos e custo de transporte foram os que mais subiram na composição do orçamento das famílias, sendo o último muito relacionado com o aumento do preço dos combustíveis. Olhando para os próximos resultados, é esperado que o ritmo menos intenso do mercado de trabalho não permita uma reversão dessa tendência recente, mas o indicador ainda deve se manter em um patamar positivo, dado que a desaceleração deve ser gradual”, afirma Rodolpho Tobler, superintendente adjunto do FGV IBRE.
Informações adicionais
A partir de julho de 2025, o FGV IBRE passou a divulgar mensalmente indicadores sobre a qualidade do emprego no país. Os dados serão divulgados mensalmente, com base em médias móveis trimestrais. As informações são obtidas pela Sondagem de Mercado de Trabalho (SMT), uma pesquisa mensal do FGV IBRE, feita com a população brasileira .
Os novos indicadores buscam complementar as informações existentes sobre o tema com dados exclusivos, derivados, principalmente, da percepção do trabalhador brasileiro sobre as condições de trabalho no momento. São consultadas pessoas de todos território nacional, em idade para trabalhar, e que respondem sobre seis diferentes temas:
• Satisfação com trabalho;
• Chance de perder emprego e/ou fonte de renda;
• Proteção social;
• Renda suficiente;
• Percepção geral sobre o mercado de trabalho;
• E expectativa para os próximos 6 meses do mercado de trabalho em geral.
Como a coleta de informações começou em 2025, ainda não é possível fazer comparações históricas e analisar o nível dos indicadores. Por esse motivo, os primeiros relatórios serão dedicados a explicar os temas escolhidos e em detalhar o(s) quesito(s) que fazem parte deste grupo. Em cada relatório dos próximos meses, o FGV IBRE destacará um tema específico em seus relatórios mensais da pesquisa. Nas tabelas finais são apresentados os resultados de todos os quesitos.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)