31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil destaque para o IPCA de maio e a Pesquisa Mensal de Serviços de abril.

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Por Politica Real com agências
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Mercados em alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 08/06/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e. no Brasil destaque para o IPCA de maio e a Pesquisa Mensal de Serviços de abril.

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Mercados globais

Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,3%; Nasdaq 100: +0,6%), recuperando parte das perdas de sexta-feira, quando o Nasdaq registrou sua maior queda desde abril de 2025. Outros mercados globais iniciam a semana em queda (Stoxx 600: -0,3%) devido aumento ao das tensões no Oriente Médio após relatos de que o Irã teria lançado mísseis contra Israel, colocando em risco o frágil cessar-fogo na região. Na China, as bolsas fecharam em queda (CSI 300: -2,1%; HSI: -1,2%), refletindo a continuidade da realização observada no setor de tecnologia. Ao longo da semana, os investidores acompanharão a divulgação dos índices de inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) nos Estados Unidos, além da estreia das ações da SpaceX na sexta-feira. Veja os top 5 temas globais.

Economia

Israel e Irã trocaram ataques diretos pela primeira vez desde o cessar-fogo de abril. O preço do petróleo (tipo Brent) sobe cerca de 5%. Um oficial iraniano afirmou que um acordo de paz está “inviável neste estágio”. Nos Estados Unidos, o Nonfarm Payroll de maio registrou criação líquida de 172 mil vagas, bem acima da expectativa de 85 mil, reforçando a resiliência do mercado de trabalho.

IBOVESPA -0,77% | 169.019 Pontos.  CÂMBIO +1,64% | 5,12/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a semana passada em queda de 2,7% em reais e de 4,4% em dólares, por conta da depreciação de 2,6% do real, aos 169.019 pontos.

A Usiminas foi destaque positivo da semana (USIM5, +8,6%) devido medidas de antidumping contra o aço chinês e eventual espaço para aumento de preços no mercado doméstico, sustentando potencial revisão de earnings para cima.

Por outro lado, Braskem (BRKM5, -26,1%) acumulou forte queda devido a expectativas de piora nos spreads e notícias de recuperação extrajudicial. Confira o resumo semanal da Bolsa.

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros avançaram em meio a um ambiente externo mais adverso, após um payroll acima do esperado nos Estados Unidos e pela escalada das tensões no Oriente Médio. As Treasuries avançaram, com a T-note de 2 anos a 4,16% (+17bps vs. semana anterior), a de 10 anos a 4,54% (+10bps) e o T-bond de 30 anos a 5,01% (+3bps). No Brasil, houve uma abertura mais relevante da curva, em meio à redução das apostas de flexibilização monetária e revisões na trajetória da Selic, com o mercado passando a precificar maior probabilidade de manutenção dos juros em junho. A curva de juros encerrou a semana com o DI jan/27 em 14,43% (+34 bps), o DI jan/29 em 14,81% (+95 bps) e o DI jan/31 em 14,71% (+82 bps). A curva de NTN-B acompanhou a abertura, com a B29 em 8,23% (vs. 8,11%), a B35 em 7,93% (vs. 7,83%) e a B50 em 7,53% (vs. 7,37%).

IFIX

Os fundos imobiliários registraram mais uma semana de correção, com o IFIX recuando 0,75% no período. O ambiente macroeconômico doméstico segue desafiador, caracterizado por inflação corrente ainda elevada e pela continuidade da expansão fiscal e creditícia, em meio à proximidade do calendário eleitoral, dinâmica que tem se refletido em relevante abertura da curva de juros local.

Os fundos de recebíveis encerraram a semana praticamente estáveis (-0,03%), reforçando seu perfil mais defensivo. Em contrapartida, os fundos de tijolo recuaram 1,01%, refletindo maior sensibilidade às variações das taxas de juros futuras. O desempenho relativo superior dos fundos de papel está alinhado à nossa visão construtiva para o segmento, especialmente para aqueles indexados ao IPCA, que tendem a se beneficiar de distribuições mais robustas no curto prazo em um ambiente inflacionário ainda pressionado. Mantemos preferência por fundos com exposição a operações de baixo e moderado risco, diante de seu caráter mais defensivo em cenários de maior incerteza.

Entre os segmentos de tijolo, as lajes corporativas voltaram a se destacar negativamente, com queda de 1,38% na semana. Ainda assim, o segmento de escritórios segue apresentando demanda consistente em São Paulo, com a continuidade do movimento de flight to quality observado nos últimos meses. O segmento logístico recuou 0,86% no período, em movimento predominantemente influenciado pelo cenário macroeconômico. Ainda assim, mantemos visão construtiva para seus fundamentos, sustentados por demanda resiliente e oferta controlada, embora o setor continue negociando com prêmio de risco historicamente mais comprimido.

Entre os destaques positivos da semana, figuraram CACR11 (+3,8%), BPML11 (+2,3%) e KNIP11 (+1,5%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por MFII11 (-7,8%), TGAR11 (-7,2%) e VGRI11 (-6,0%).

Economia

Na agenda desta semana, destaque para os dados de inflação nos Estados Unidos e na China, a decisão de política monetária do Banco Central Europeu — com o mercado esperando alta de 0,25 p.p. — e, no Brasil, o IPCA de maio e a Pesquisa Mensal de Serviços de abril.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)