31 de julho de 2025
PAPA NA ESPANHA

Papa Leão XIV reuniu mais de 1,2 milhão de pessoas nas ruas do centro de Madri

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Por Politica Real com agências
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Papa ao chegar para missa em Madrid Foto: imagem de streaming

Com agências

(Brasília-DF, 07/06/2026) Neste domingo, 07, o Papa Leão XIV, segundo dados fornecidos pelo Vaticano e pelos organizadores locais, reuniu mais de 1,2 milhão de pessoas nas ruas do centro de Madri.

O chefe da Igreja Católica percorreu a principal avenida da capital espanhola, o Paseo de la Castellana, no "papamóvel", até a Plaza de Cibeles — a praça mais conhecida como ponto de encontro dos torcedores do Real Madrid para celebrar suas vitórias.

As pessoas jogavam pétalas de flores, agitavam bandeiras e gritavam "Viva o Papa!" quando o pontífice americano de 70 anos chegou à praça, onde presidiu uma missa campal.

Em seu sermão, o pontífice disse à multidão: "Isto não é uma exibição, um resquício do folclore ou uma simples demonstração de beleza. É uma profissão de fé na presença do Senhor ressuscitado, que está vivo e continua a caminhar entre nós."

Ele afirmou que Deus "se identifica com os pobres, os oprimidos, os solitários e os abandonados" e pediu aos católicos espanhóis que dessem o exemplo.

"Eis a tarefa da Espanha hoje e no futuro: garantir que a religiosidade que moldou e definiu este país durante séculos não seja um museu do passado a ser visitado, mas uma escola de fé da qual se possa beber ainda hoje."

Espanha: Multidões acolhem 'ensinamentos humanitários' do Papa

No sábado, o Papa Leão XIII foi recebido em Madrid pelo Rei Felipe VI e pela Rainha Letizia e recebeu a chave da cidade do prefeito, José Luis Martínez-Almeida.

"Que Madri continue sendo uma cidade acolhedora e inclusiva, onde a vida social seja inspirada por valores humanos genuínos", escreveu ele em um livro de visitas.

Em seguida, realizou encontros com membros vulneráveis ​​da sociedade, incluindo migrantes e pessoas em situação de rua, antes de participar de uma vigília com cerca de 600 mil jovens católicos.

"Estou encantada por ele estar rezando por nós, migrantes, e por nossa segurança", disse Andrea Margarita, uma peruana de 72 anos que chegou à Espanha há seis meses, à agência de notícias Reuters, enquanto esperava na multidão em uma cadeira de rodas com sua filha, no domingo.

"São bons ensinamentos, quer acreditemos nele ou não", acrescentou Laura Peralta, uma conselheira escolar de 46 anos que viajou da região sul da Andaluzia, em entrevista à agência de notícias AFP: "São ensinamentos humanitários."

Catolicismo na Espanha

O Papa permanecerá na Espanha — sua primeira visita a um país da UE fora da Itália — até 12 de junho, com viagens também programadas para Barcelona e as Ilhas Canárias. Lá, espera-se que ele se encontre com migrantes que arriscaram suas vidas atravessando o Atlântico desde a África Ocidental.

Leão disse esperar que sua visita sirva de exemplo para o mundo sobre o respeito a "todo ser humano" e pediu aos políticos que parem de dividir seus eleitorados.

A Espanha é um bastião tradicional do catolicismo na Europa, remontando à Reconquista, a "reconquista" da região do domínio islâmico, concluída no século XV, e ao domínio da Casa de Habsburgo, católica, no século XVII.

Hoje, no entanto, o número de católicos na Espanha está em declínio, com apenas 53% da população se identificando oficialmente como católica — 20% a menos do que há 15 anos. Apenas 16% dos espanhóis se consideram católicos praticantes.

Apesar disso, a multidão que se reuniu na Plaza de Cibeles no domingo era cerca de duas vezes maior do que a que celebrou a última vitória do Real Madrid na Liga dos Campeões, em 2024.

( da redação com AP, AFP, DW. Dpa. Edição: Política Real)