DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil, não há indicadores relevantes na agenda
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(Brasília-DF, 05/06/2026) A Política Real teve acesso o relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil, não há indicadores relevantes na agenda.
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Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,4%; Nasdaq 100: -0,9%), pressionados por uma forte rotação para fora das empresas ligadas à inteligência artificial e semicondutores. O principal evento do dia será a divulgação do payroll de maio. O dado será fundamental para calibrar as expectativas sobre a trajetória dos juros do Fed.
Na Europa, as bolsas operam em leve alta (Stoxx 600: +0,1%), apesar de mostrar realização de lucros no setor de tecnologia. Empresas de semicondutores registram quedas relevantes após a forte correção observada nos nomes de AI nos Estados Unidos. O movimento foi desencadeado pela reação negativa do mercado aos resultados da Broadcom, que intensificou a rotação para setores mais defensivos.
Na China, os mercados fecharam em queda (HSI -1,2%; CSI 300 -1,8%), acompanhando o movimento global de redução de exposição ao setor de tecnologia. No restante da Ásia, o destaque negativo ficou com a Coreia do Sul, onde o Kospi despencou 5,54%, refletindo a forte correção dos gigantes de semicondutores. As ações da Samsung caíram 6,4%, enquanto a SK Hynix perdeu quase 10%.
Economia
Nos Estados Unidos, os dados divulgados ontem reforçaram o cenário de desaceleração gradual da atividade. O setor privado criou 122 mil vagas em maio (ADP), o ISM de serviços avançou para 54,5 e os pedidos de bens industrializados cresceram 4,8% em abril — todos acima do esperado. Ainda assim, o subíndice de emprego do ISM serviços contraiu pelo terceiro mês consecutivo, e os pedidos de seguro-desemprego atingiram o maior nível desde fevereiro. Na Zona do Euro, os PMIs finais confirmaram contração da atividade em maio, com pressões inflacionárias ao produtor persistentes.
IBOVESPA -2,22% | 170.331 Pontos. CÂMBIO +1,15% | 5,06/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a quarta-feira (3) em queda de 2,2%, aos 170.331 pontos. O movimento refletiu a continuidade do movimento de correção do índice, em meio à saída de fluxos estrangeiros e à forte abertura da curva de juros no pregão.
Na ponta positiva, Copasa (CSMG3, +13,3%) disparou após a Equatorial (EQTL3, +1,9%) apresentar uma nova proposta e vencer a disputa no processo de privatização da companhia. Na ponta negativa, ações sensíveis a juros lideraram as perdas, com Azzas 2154 (AZZA3, -8,5%), Hapvida (HAPV3, -8,3%) e Cosan (CSAN3, -7,7%) entre os destaques de queda, refletindo a abertura da curva de juros.
Para o pregão desta sexta-feira (5), o principal destaque da agenda internacional será a divulgação do Non-farm Payroll de maio nos EUA.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a sessão de quarta-feira em forte alta. Nos EUA, a escalada das tensões no Oriente Médio, aliada a preocupações inflacionárias ligadas ao petróleo, pressionou as Treasuries, com a T-note de 2 anos a 4,08% (+4bps), a de 10 anos a 4,49% (+4bps) e o T-bond de 30 anos a 4,99% (+3bps). No Brasil, a curva de DI apresentou abertura expressiva, em meio à revisão altista das projeções para a Selic e ao cenário externo, com o jan/27 a 14,28% (+12bps), o jan/29 a 14,38% (+36bps) e o jan/31 a 14,35% (+31bps). A curva de NTN-B acompanhou a abertura, com a B29 em 8,19% (vs. 8,11%), a B35 em 7,95% (vs. 7,83%) e a B50 em 7,46% (vs. 7,37%). Já na sessão de quinta-feira (4), as Treasuries recuaram, com a T-note de 2 anos a 4,05%, a de 10 anos a 4,47% e a de 30 anos a 4,97%, em dia de feriado no Brasil.
IFIX
O IFIX encerrou o pregão desta quarta‑feira (3) aos 3.842,46 pontos, com queda de 0,46%, equivalente a uma retração de 17,82 pontos em relação ao fechamento anterior. O índice terminou o dia em território negativo após oscilar entre ganhos e perdas ao longo da sessão. Entre os segmentos, o movimento foi predominantemente negativo. Os Fundos de Tijolo lideraram as perdas, com recuo de 0,60%, pressionados principalmente por Shoppings (‑0,85%), Ativos Logísticos (‑0,30%) e Lajes Corporativas, que registraram queda mais acentuada de 0,98%. Os Fundos de Recebíveis também apresentaram desempenho negativo, com baixa de 0,22%. Entre os demais segmentos, o tom seguiu pressionado, com os Fundos Híbridos caindo 0,44%, os Fundos de Fundos recuando 1,18% e Multiestratégia registrando queda de 0,53%. Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram JSRE11 (+0,8%), RPRI11 (+0,6%) e XPIN11 (+0,4%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por CACR11 (-8,2%), HSML11 (-3,5%) e MFII11 (-3,3%).
No Brasil, a produção industrial de abril surpreendeu positivamente, com alta de 0,7% na margem e 2,7% em 12 meses, quarto avanço consecutivo. A balança comercial de maio registrou superávit de US$ 7,82 bilhões, acima do esperado. O PMI de serviços de maio recuou para 50,4, ainda em território expansionista.
Na agenda de hoje, o destaque é o relatório Nonfarm Payroll de maio nos Estados Unidos, com divulgação às 9h30 de Brasília. No Brasil, não há indicadores relevantes na agenda.
( da redação com agências. Edição: Política Real)