DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em estabilidade e no Brasil atenção para balança comercial de maio
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(Brasília-DF, 03/06/2026). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP investimentos apontando que os mercados globais estão em estabilidade e no Brasil atenção para balança comercial de maio.
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Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: +0,1%) após mais uma sessão de recordes históricos. Apesar do forte momento do mercado, investidores começam a discutir a possibilidade de uma desaceleração do rali após dez semanas consecutivas de alta. No radar do dia estão o relatório ADP de emprego privado e os dados de encomendas industriais.
Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,5%). O mercado acompanha o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e novas propostas tarifárias dos Estados Unidos. Entre os destaques corporativos, as ações da Akzo Nobel despencam cerca de 18% após o encerramento das negociações para uma potencial aquisição envolvendo Nippon Paint e Sherwin-Williams. Já a controladora da Zara, Inditex, avança mais de 5% após divulgar resultados em linha com as expectativas.
Na China, os mercados fecharam mistos (HSI -1,6%; CSI 300 +0,5%). No restante da Ásia, o principal destaque foi o Japão, onde o Nikkei avançou 2,50% e renovou máximas históricas, impulsionado pelo otimismo com tecnologia e inteligência artificial. O mercado ignorou em grande parte a escalada das tensões entre EUA e Irã, incluindo relatos de novos confrontos envolvendo mísseis e drones no Oriente Médio.
IBOVESPA +1,16% | 174.197 Pontos. CÂMBIO -0,28% | 5,01/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira em alta de 1,2%, aos 174.198 pontos, interrompendo uma sequência de cinco quedas consecutivas. A proposta dos EUA de tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros impactou nomes específicos, mas teve impacto limitado no desempenho do índice como um todo.
CSN (CSNA3, +8,9%), Usiminas (USIM5, +8,6%) e Gerdau (GGBR4, +6,5%) lideraram os ganhos, beneficiadas pela redução de tarifas sobre alguns derivados de aço e alumínio nos EUA. Na ponta negativa, WEG (WEGE3, -2,3%) recuou com preocupações sobre o potencial impacto das novas tarifas americanas sobre suas exportações.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a sessão desta terça-feira com movimentos mistos. Nos EUA, a curva refletiu incertezas geopolíticas envolvendo as negociações entre EUA e Irã e cautela antes do payroll. As Treasuries encerraram com a T-note de 2 anos a 4,04% (+1bps), a de 10 anos a 4,45% (-1bps) e o T-bond de 30 anos a 4,96% (-2bps). No Brasil, a curva de DI apresentou ajuste na ponta curta e estabilidade nos vértices longos, com o jan/27 a 14,16% (-5bps), o jan/29 a 14,02% (-4bps) e o jan/31 a 14,04% (0bps), em um ambiente ainda influenciado pela expectativa de interrupção do ciclo de cortes da Selic, revisões altistas para inflação e pela elevação do prêmio de risco diante da proposta de tarifas adicionais dos EUA sobre produtos brasileiros. A curva de NTN-B apresentou abertura, com a B29 em 8,11% (vs. 7,95%), a B35 em 7,83% (vs. 7,72%) e a B50 em 7,37% (vs. 7,27%).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a terça-feira praticamente estável, aos 3.860,28 pontos, com variação neutra de 0,00% frente ao fechamento anterior. O comportamento contido reflete a cautela dos investidores em um pregão de baixa volatilidade e sem gatilhos macro relevantes no dia.
Os Fundos de Recebíveis avançaram 0,45%, em movimento que reforça o perfil defensivo do segmento. Dentro do segmento de tijolo, que recuou 0,17% no agregado, Shoppings registraram alta de 0,28%, enquanto Ativos Logísticos cederam 0,59% e Lajes Corporativas encerraram estáveis, sem variação no dia. Os Fundos Híbridos foram o segmento de maior pressão, com queda de 0,47%, enquanto Multiestratégia recuou 0,04% e Fundos de Fundos cederam 0,04%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram CACR11 (+7,3%), HSML11 (+2,9%) e KNIP11 (+1,8%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por URPR11 (-4,3%), KIVO11 (-2,4%) e OUJP11 (-2,3%).
Economia
Nos Estados Unidos, as vagas de emprego abertas (Jolts) subiram para 7,6 milhões em abril — o maior nível desde maio de 2024 — reforçando que não há mais espaço para cortes de juros nos EUA. Na verdade, contratos futuros precificam cerca de 60% de probabilidade de elevação dos juros até dezembro. Preços do petróleo voltam a subir esta manhã, reforçando o risco de inflação global.
O governo Trump propôs na terça-feira novas tarifas comerciais de pelo menos 10% sobre as importações de 60 economias – incluindo o Brasil – alegando que a falha dessas economias em bloquear produtos fabricados com trabalho forçado prejudicou injustamente as empresas e os trabalhadores americanos. No caso do Brasil, a alta foi de 12,50%
Nesta manhã, a XP o relatório Brasil Macro Mensal, que traz projeções para as principais variáveis da economia doméstica. Entre os destaques, elevamos nossa projeção para o IPCA de 2026 de 5,3% para 5,5% e a de 2027 de 4,0% para 4,2%. Prevemos agora apenas dois cortes de 0,25 p.p. na taxa Selic neste ano, para 14,00% (antes: 13,75%), seguidos por uma pausa, com possibilidade de retomada do ciclo de flexibilização em 2027. Para acessar o relatório completo, clique aqui.
Na agenda de hoje, destaque para o ADP e o PMI de serviços ISM nos EUA, os PMIs finais de serviços na Zona do Euro, e a PIM de abril e a balança comercial de maio no Brasil.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)