Amchan diz que se novas tarifas forem implementadas Brasil “pode enfrentar aumento de custos, redução de competitividade e obstáculos ao comércio e aos investimentos bilaterais”
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(Brasília-DF, 02/06/2026) A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) afirmou nesta terça-feira, 02, que se tarifas de 25% sobre determinados produtos brasileiros forem implementadas pelos Estados Unidos, o Brasil pode enfrentar aumento de custos, redução de competitividade e obstáculos ao comércio e aos investimentos bilaterais.
Essa é a visão compartilhada pela Amchan após a publicação das conclusões de uma longa investigação realizada pelo escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).
Em um documento publicado na segunda-feira ,1, o governo americano disse que certas práticas do governo brasileiro são "irrazoáveis" e "oneram ou restringem o comércio dos EUA" e, por isso, tarifas retaliatórias de 25% devem ser instauradas contra produtos brasileiros.
Apesar de se tratar apenas de uma recomendação do USTR – as tarifas ainda serão discutidas ao longo das próximas semanas –, a Amcham afirma que são necessários esforços diplomáticos das duas nações para "evitar um tratamento tarifário mais oneroso para as exportações brasileiras no mercado norte-americano em relação a seus concorrentes de outros países".
"O relatório não é final e reforça que ainda há tempo para evitar a adoção de novas tarifas. O setor empresarial espera que os dois governos intensifiquem seus esforços nas próximas semanas e alcancem uma solução que enderece as questões em discussão, preservando as condições necessárias para a evolução do comércio e dos investimentos nos dois países", afirmou Abrão Neto, presidente da organização, em nota.
Ainda segundo a Amcham, deve ser publicado nas próprias semanas o relatório de uma segunda investigação conduzida pelos Estados Unidos sob a Seção 301, relacionada a importações de produtos elaborados com trabalho forçado, que poderia resultar em tarifas adicionais para cerca de 60 países, incluindo o Brasil. Por isso, diz a organização, uma solução negociada é ainda mais importante.
(da redação com informações da BBC. Edição: Política Real)