31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em leve queda e no Brasil sem destaques de índices relevantes

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Por Politica Real com agências
Publicado em
Mercados em leve queda Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 02/06/2026). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil sem destaque para índices relevantes, hoje.

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Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam em leve queda (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -0,1%). Apesar da realização moderada, o sentimento permanece positivo, impulsionado pela continuidade do entusiasmo com inteligência artificial. As ações da Hewlett Packard Enterprise avançaram cerca de 26% no after-market após a companhia elevar seu guidance anual e divulgar resultados significativamente acima das expectativas.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,7%), após a fraqueza observada na sessão anterior. O movimento ocorre em meio à queda dos preços do petróleo e à expectativa de uma possível redução das tensões no Oriente Médio após a sinalização de uma pausa nos confrontos entre Israel e Hezbollah no Líbano. No campo macroeconômico, a inflação da Zona do Euro acelerou para 3,2% em maio, impulsionada principalmente pelos preços de energia.

Na China, os mercados fecharam em alta (HSI +2,5%; CSI 300 +1,5%), beneficiados pelo apetite global por tecnologia e pela percepção de que Pequim poderá continuar adotando medidas de estímulo para sustentar a atividade econômica. Já Japão e Coreia do Sul registraram leves quedas, com investidores adotando postura mais cautelosa diante das incertezas relacionadas às negociações entre Washington e Teerã.

Hoje, destaque para os dados de inflação na Zona do Euro relativos a maio (leitura preliminar). O índice de preços ao consumidor subiu 3,2% no acumulado em 12 meses — o maior patamar desde setembro de 2023 —, devido sobretudo à aceleração dos preços de energia em meio ao conflito no Oriente Médio. O resultado veio em linha com as expectativas. A maior pressão inflacionária pode levar o Banco Central Europeu (BCE) a aumentar suas taxas de juros em 0,25 p.p. na próxima reunião de política monetária, que será realizada em 12 de junho.

 

IBOVESPA -0,91% | 172.197 Pontos.    CÂMBIO -0,53% | 5,02/USD

 

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em queda de 0,9%, aos 172.197 pontos, acumulando a quinta baixa consecutiva. O movimento refletiu principalmente a suspensão das negociações nucleares entre EUA e Irã por parte do Irã. A fraqueza foi disseminada, com 61 dos 79 papéis do índice fechando em baixa.

Totvs (TOTS3, +4,8%) liderou os ganhos do índice, acompanhando o bom desempenho do setor global de software. Na ponta negativa, Minerva (BEEF3, -4,7%) caiu em meio a ruídos sobre uma possível operação de fechamento de capital, apesar de posteriormente ter negado qualquer decisão ou deliberação nesse sentido.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a sessão de ontem em alta, com reprecificação relevante da curva diante da aparente interrupção das negociações entre EUA e Irã. Nos EUA, as Treasuries tiveram comportamento misto, com a T-note de 2 anos a 4,03% (+4 bps), a de 10 anos a 4,46% (+2 bps) e o T-bond de 30 anos a 4,98% (0 bps). No Brasil, a curva de DI apresentou abertura expressiva, com o jan/27 a 14,21% (+11 bps), o jan/29 a 14,06% (+17 bps) e o jan/31 a 14,04% (+8 bps), em um movimento impulsionado pela piora das projeções de inflação no Focus, revisões altistas para a Selic terminal e elevação do prêmio de risco diante da alta do petróleo. A curva de NTN-B apresentou abertura, com a B29 em 7,99% (vs. 7,87%), a B35 em 7,76% (vs. 7,71%) e a B50 em 7,31% (vs. 7,27%).

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a segunda-feira em queda de 0,44%, aos 3.860,37 pontos, recuando 17,15 pontos frente ao fechamento anterior. Os Fundos Híbridos foram o segmento de maior retração no dia, com queda de 0,84%, seguidos por Multiestratégia, que recuou 0,60%. Os Fundos de Recebíveis cederam 0,29%, enquanto os Fundos de Tijolo encerraram com baixa de 0,42%, pressionados por Ativos Logísticos (-0,28%), Lajes Corporativas (-0,78%) e Shoppings (-0,22%). Os Fundos de Fundos registraram recuo mais moderado, de 0,53%. Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram CACR11 (+9,5%), BPML11 (+1,4%) e SNFF11 (+1,3%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por MFI11 (-6,2%), URPR11 (-4,2%) e TRBL11 (-3,6%).

Economia

A sessão de segunda-feira foi marcada por elevada volatilidade, com notícias sobre o conflito no Oriente Médio dominando os mercados. O governo do Irã anunciou a suspensão das negociações com os Estados Unidos sobre um acordo para encerrar a guerra, mencionando a intensificação dos ataques de Israel no Líbano e na Faixa de Gaza. O Presidente Donald Trump ignorou a sinalização, afirmando que as conversas “continuam em ritmo acelerado”. O preço do petróleo (tipo Brent) subiu cerca de 4% ontem, para US$ 95 por barril.     

Ademais, o governo dos Estados Unidos propôs a imposição de tarifas de 25% sobre os produtos exportados pelo Brasil, após concluir que práticas brasileiras relacionadas a comércio digital, tarifas preferenciais, propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal são “injustas” sob a legislação americana. Medidas corretivas podem entrar em vigor até 15 de julho.

No Brasil, o Boletim Focus do Banco Central mostrou alta adicional nas expectativas de inflação. A mediana do IPCA de 2026 aumentou de 5,04% para 5,09%, distanciando-se ainda mais do teto do intervalo de tolerância em torno da meta (4,5%). As projeções para 2027 e 2028 também subiram, ainda que sutilmente (para 4,01% e 3,66%).

 

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)