Lula, no Rio, lança o Plataforma Tela Brasil, o streaming público e gratuito voltado à exibição de obras audiovisuais brasileiras
O lançamento foi realizado na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro (RJ), durante o Rio2C
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(Brasília-DF, 30/05/2025) Neste sábado, 30, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu atenda no Rio de Janeiro( RJ), oportunidade em que participou da cerimônia de lançamento da Plataforma Tela Brasil, o streaming público e gratuito voltado à exibição de obras audiovisuais brasileiras. O lançamento foi realizado na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro (RJ), durante o Rio2C, encontro de criatividade que se divide em Summit, Conferência, Mercados e Festivalia, e que, durante seis dias, apresenta conteúdos em keynotes e painéis abordando temas relevantes da indústria criativa.
Lula argumentou que a importância da soberania cultural do Brasil se constroi com o prestígio das produções nacionais e com a valorização dos profissionais do audiovisual como forma de formular a construção de uma identidade nacional que considere a multiplicidade cultural de uma nação.
“A Plataforma Tela Brasil e o investimento em cultura que o Governo do Brasil está fazendo vai contribuir para a elevação da compreensão de um país chamado Brasil”, defendeu Lula. “Por que nós somos assim? Por que nós fazemos assim? Vamos nos compreender, porque a gente está muito acostumado com cultura estrangeira no Brasil. A quantidade de enlatados, de má qualidade, que a gente é obrigado a assistir toda noite, porque não tem outra coisa para a gente ver, não permite que a juventude brasileira tenha acesso à plenitude da cultura brasileira”, argumentou.
O presidente ressaltou a relevância e importância do setor cultural na economia do país e no desenvolvimento e aquecimento do mercado de trabalho do setor. “Cada produção pequena, cada filme, envolve milhares de pessoas, centenas de pessoas trabalhando. Cada peça de teatro são centenas de pessoas, cada show musical envolve centenas de pessoas, e a gente não tem dimensão. O mais importante é a gente conhecer o nosso país por dentro, conhecer a nossa cultura, a razão das coisas que fizeram a gente chegar onde nós chegamos”, observou o presidente.
Desenvolvida com tecnologia brasileira pelo Ministério da Cultura (MinC), com apoio da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), a Plataforma Tela Brasil de vídeo sob demanda consolida-se como política pública estruturante de acesso, promoção, formação e memória do audiovisual brasileiro. Os investimentos realizados na implementação da plataforma somam aproximadamente R$ 9 milhões entre 2024 e 2025, e contemplam licenciamento de obras, desenvolvimento tecnológico, acessibilidade, curadoria e gestão do projeto.
Lula também lembrou do lançamento do MEC Livros, plataforma gratuita de livros digitais que dispõe de acervo de obras literárias nacionais para livre e gratuito acesso da população brasileira.
“A cultura abre a cabeça, abre horizontes, faz a gente enxergar um pouco mais longe. Faz a gente enxergar o que antes não era visível para nós. Temos que entender que devemos abrir oportunidade para as pessoas brasileiras terem acesso a tudo. E as pessoas podem gostar de tudo que quiserem gostar. Ninguém vai questionar. Cada um vê o que quiser e cada um é responsável por aquilo que vê. É esse país que queremos construir”, completou Lula. “Temos artistas de teatro, de cinema, extraordinários. Música extraordinária. Nós temos de tudo. Por que a gente não sente orgulho de mostrar as coisas que a gente faz?”, questionou.
A plataforma contará com dois perfis de acesso. O Perfil Cidadão será voltado ao acesso individual via Gov.br, estruturado em seções organizadas para facilitar navegação e acesso do público aos conteúdos. A estrutura se divide em categorias, gêneros, formatos, busca e minha área.
Já o Perfil Direcionado será destinado à formação de público, debates temáticos, curadorias específicas, com exibições coletivas. O perfil se divide em Rede Exibidora e Escolas, incluindo cineclubes, pontos de cultura, bibliotecas, museus, escolas, mostras e festivais.
O catálogo inicial reúne 555 obras audiovisuais brasileiras. Serão 139 longas-metragens, 85 médias-metragens ou telefilmes, 267 curtas-metragens e 64 obras seriadas (episódios). As obras selecionadas por edital já contam com recursos de acessibilidade, como audiodescrição, legendagem descritiva e Libras. As demais receberão recursos de acessibilidade, ainda em 2026, por meio de Termo Aditivo firmado com a UFAL.
Entre as obras disponíveis na plataforma estão Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), A Noite do Espantalho (1974), Xica da Silva (1976), Carandiru (2003), Olga (2004), Quase Dois Irmãos (2005) e As duas Irenes (2017). O catálogo reúne diretores como Glauber Rocha, Sérgio Ricardo, Carlos Diegues, Suzana Amaral, Jayme Monjardim, Fábio Barreto, Lúcia Murat e Arthur Fontes.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)