31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e na semana, do Brasil, destaque para o PIB do 1º trimestre, o IPCA-15 de maio e os indicadores de mercado de trabalho

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Por Politica Real com agências
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Mercados em alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 25/05/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta na Europa, mas fechado nos EUA. Na China, houve alta, também.  No Brasil, na semana,  destaque para o PIB do 1º trimestre, o IPCA-15 de maio e os indicadores de mercado de trabalho de abril.

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Nesta segunda-feira, os mercados nos EUA permanecem fechados por conta do feriado de Memorial Day. Na sexta-feira o S&P 500 (+0,4%) e o Nasdaq (+0,2%) encerraram em alta. O principal driver do mercado segue sendo o alívio nas preocupações geopolíticas, após Donald Trump afirmar que as negociações com o Irã estão avançando de forma “ordenada e construtiva”. O movimento provocou forte queda do petróleo, reduzindo parte das pressões inflacionárias.

Na Europa, as bolsas operam em forte alta (Stoxx 600: +1,6%) e atingindo o maior nível desde o início de março, antes da escalada do conflito envolvendo EUA, Israel e Irã. O DAX alemão e o CAC 40 francês avançam cerca de 1,1%, impulsionados principalmente pela queda expressiva do petróleo e pela expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz. No corporativo, as ações da Delivery Hero disparam mais de 10% após a confirmação de uma proposta de aquisição feita pela Uber.

Na China, a bolsa fechou em alta (CSI 300: +1,6%) acompanhando o forte alívio observado no petróleo e a melhora do sentimento global. No restante da Ásia, o destaque ficou para o Japão, onde o Nikkei saltou 2,9% e ultrapassou pela primeira vez os 65 mil pontos, renovando máximas históricas. Em Taiwan, o Taiex atingiu recorde histórico, impulsionado pelas ações de tecnologia e semicondutores. Os mercados de Hong Kong e Coreia do Sul permaneceram fechados devido feriado. Confira o Top 5 temas globais da semana.

IBOVESPA -0,81% | 176.209 Pontos. CÂMBIO +0,13% | 5,01/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a semana passada em queda de 0,6% em reais mas em alta de 0,4% em dólares, por conta da apreciação do real, aos 176.209 pontos.

O destaque positivo da semana foi Usiminas (USIM5, +13,5%), repercutindo revisões positivas de recomendação e elevações de preço-alvo por bancos de investimento.

Por outro lado, Minerva (BEEF3, -14,1%) teve forte queda após um banco de investimentos rebaixar a recomendação do papel de compra para neutra. Veja o resumo semanal da Bolsa.

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros recuaram nas pontas intermediárias e longas, em uma semana marcada por algum alívio nas tensões entre EUA e Irã, apesar do tom mais duro da ata do Fed, que elevou as expectativas de aperto monetário à frente. Ainda assim, houve elevada volatilidade ao longo da semana, levando o juro de 30 anos a atingir na terça-feira (19) o maior patamar desde 2007 (5,197%).

Nos EUA, a T-note de 2 anos encerrou em 4,12% (+4bps vs. semana anterior), a T-note de 10 anos em 4,60% (-4bps) e o T-bond de 30 anos em 5,07% (-5bps). No Brasil, o DI jan/27 encerrou em 14,12% (-12bps), o DI jan/29 em 13,90% (-27bps) e o DI jan/31 em 14,00% (-25bps). A curva de NTN-B apresentou abertura, com a B29 em 7,99% (vs. 7,98%), a B35 em 7,82% (vs. 7,67%) e a B50 em 7,38% (vs. 7,26%);

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) registrou queda de 0,76% no acumulado da semana, com desempenho negativo disseminado entre os principais segmentos. Os Fundos de Recebíveis recuaram 0,69%, em movimento puxado principalmente pelos fundos high yield, enquanto os Fundos de Tijolo encerraram a semana com baixa de 0,74%. No segmento de papel, mantemos visão positiva para os fundos de menor risco, pelo seu caráter mais defensivo no atual ambiente de incerteza, com preferência por fundos expostos a operações de baixo e moderado risco, dado o risco de inadimplência elevado. Os indexados ao IPCA seguem como destaque, com potencial de distribuições mais robustas em um cenário de juros e inflação persistentemente elevados.

Entre os segmentos de tijolo, Lajes Corporativas recuaram 1,34% na semana, embora a demanda por escritórios em São Paulo siga consistente, sustentando os resultados operacionais dos fundos de maior qualidade. Um movimento de flight to price tem impulsionado a descentralização corporativa para regiões fora do eixo da Faria Lima, como a Chucri Zaidan. Shoppings cederam 1,58%, enquanto Ativos Logísticos exibiram comportamento mais defensivo, com queda de 0,51%, sustentados por demanda consistente e perspectivas positivas, apesar do prêmio de risco mais comprimido.

Entre os destaques positivos do pregão de sexta-feira, sobressaíram TRBL11 (+3,1%), HFOF11 (+2,4%) e JSRE11, RCRB11 e KORE11 (todos com +2,0%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por HCTR11 (-2,2%), SNCI11 (-2,2%) e TGAR11 (-2,1%). Saiba mais sobre os FIIs na semana.

Economia

Estados Unidos e Irã se aproximam de um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio, com perspectiva de reabertura do Estreito de Hormuz. O Brent recua nesta manhã para cerca de US$ 95 por barril.

No Brasil, o segundo relatório bimestral de 2026 trouxe bloqueio de gastos discricionários de R$ 22,1 bilhões — acima do esperado. Seguimos projetando déficit primário de R$ 55,3 bilhões (0,4% do PIB) em 2026 e não vemos necessidade de novos bloqueios ao longo do ano.

Na agenda desta semana, destaque para a inflação ao consumidor (medida pelo PCE) de abril e a segunda leitura do PIB do 1º trimestre nos Estados Unidos. No Brasil, foco para o PIB do 1º trimestre, o IPCA-15 de maio e os indicadores de mercado de trabalho de abril.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)