31 de julho de 2025
ESTADOS UNIDOS / CUBA

Estados Unidos indicia Raul Castro além de outras pessoas por conta de conspiração para matar cidadãos americanos

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Por Politica Real com agências
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Raul Castro foi indiciado Foto: Associated Pres

(Brasília-DF, 20/05/026)  Nesta quarta-feira, 20, o governo dos Estados Unidos indiciou nesta o ex-presidente cubano Raúl Castro, de 94 anos, sob acusação de conspiração para matar cidadãos americanos, em relação ao ataque que resultou na derrubada de duas aeronaves da organização de exilados Irmãos ao Resgate, em 1996.

Castro, que na época era ministro das Forças Armadas, também responderá por destruição de aeronave e quatro acusações de homicídio.

Além dele, outras cinco pessoas foram denunciadas pelos mesmos crimes: Lorenzo Alberto Pérez Pérez, Luis Raúl González-Pardo Rodríguez, Emilio José Palacio Blanco, José Fidel Gual Barzaga e Raúl Simanca Cárdenas.

Segundo a acusação, o grupo participou do planejamento e da execução da operação militar que levou ao abate das aeronaves.

O indiciamento representa uma escalada significativa na pressão de Washington sobre a liderança cubana, seguindo o precedente recente da captura do ex-líder venezuelano Nicolás Maduro.

E também ocorre em um momento particularmente delicado para uma ilha mergulhada em uma crise econômica e energética que atingiu níveis extremos após a recente pressão do governo Donald Trump e a perda de apoio da Venezuela desde a queda de Maduro em janeiro.

As acusações foram apresentadas na Casa Branca pelo procurador-geral interino Todd Blanche. Questionado sobre a possibilidade de extradição, ele afirmou que os Estados Unidos costumam denunciar pessoas que estão fora do país "o tempo todo" e reiterou que o objetivo é levá-las a julgamento.

Segundo ele, Castro "comparecerá aqui por vontade própria ou por algum outro meio".

Horas antes dos EUA anunciarem a acusação criminal contra Raúl Castro, Marco Rubio, secretário de Estado americano, publicou um vídeo nas redes sociais se dirigindo aos cidadãos cubanos.

Falando em espanhol, Rubio, que é filho de cubanos que imigraram para a Flórida, defendeu uma "nova Cuba" e disse que Trump quer relação direta com a população.

Ele também reiterou a oferta de US$ 100 milhões (cerca de R$ 565 milhões, pela cotação atual) em alimentos e medicamentos em troca de cooperação com o governo americano.

"O presidente Trump oferece uma nova relação entre os Estados Unidos e Cuba, mas ela precisa ser diretamente com vocês, o povo cubano, e não com a Gaesa", disse o secretário de Estado, em referência ao conglomerado cubano de empresas estatais.

Na mensagem, Rubio também acusou a liderança comunista da ilha de roubo, corrupção e opressão e disse que o governo dos EUA propõe "uma nova Cuba, onde vocês, os cidadãos, e não só a Gaesa, podem ser donos de postos de gasolina, de uma loja de roupas ou de um restaurante, abrir um banco, ter uma construtora. Onde vocês, e não só o regime comunista de Cuba, podem ser donos de uma rede de TV ou um jornal (...). E de eleger quem governa o país".

(da redação com informações de assessoria e BBC. Edição: Política Real)