Governo Federal anuncia subsídio para baixar o preço da gasolina
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(Brasília-DF, 13/05/2026) Na tarde desta quarta-feira, 13, o Governo Federal reuniu ministros para esclarecer, em coletiva, sobre oferta de subsídio para gasolina produzida no Brasil ou importada de outros países. A ação será autorizada por meio de Medida Provisória e, nos próximos dias, portaria do Ministério da Fazenda estabelecerá os valores subvencionados. O subsídio será pago diretamente aos produtores e importadores de gasolina, por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O anúncio foi feito pelos ministros de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, e o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron. A MP, que também vale para o óleo diesel, estabelece que a subvenção não pode ultrapassar o teto dos tributos federais incidentes sobre os combustíveis. Atualmente, o litro da gasolina é tributado em R$ 0,89 por litro, o que inclui PIS, Cofins e CIDE. O óleo diesel, por sua vez, teve a sua tributação de R$ 0,35 de PIS e Cofins por litro suspensa no mês de março.
A nova subvenção terá início pela gasolina, que ainda não teve nenhum tipo de subsídio ou corte de tributos desde a eclosão da guerra. Mas poderá ser estendida ao diesel quando a subvenção estabelecida pela Medida Provisória nº 1.340, com prazo de duração prevista para os meses de abril e maio, deixe de ser aplicada.
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, apontou o quadro desafiador desde o início dos conflitos "com choque de preços de grande magnitude, que nos desafia em termos de estratégias que precisamos elaborar para defender a população de uma guerra que não é nossa e do impacto dessa guerra nos preços dos combustíveis", apontou Moretti.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reforçou a importância do alinhamento entre o setor público e os agentes da cadeia de combustíveis para garantir que os benefícios das medidas adotadas pelo Governo do Brasil cheguem rapidamente à população, especialmente em um cenário internacional de instabilidade.
"No momento de guerra deve haver esse espírito cívico e o espírito da compreensão, de que há um esforço por parte do poder público. Por isso quero fazer um apelo às distribuidoras e aos postos de gasolina, para que eles acelerem o processo de repasse dessas medidas tomadas pelo Governo do Brasil. É preciso proteger a população brasileira e trazer resultados efetivos para que a gente continue crescendo, para que a gente continue fazendo inclusão social, para que a gente continue gerando emprego e renda", ressaltou.
As medidas utilizarão recursos do Orçamento Geral da União. Para o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, "É importante lembrar que toda nossa estratégia, determinada pelo presidente Lula, de mitigação dos impactos da guerra para população, passa pela premissa da neutralidade fiscal. Nós não pedimos nenhum tipo de flexibilização de regra, que nos desse um espaço fiscal artificialmente maior em nome da guerra, nós estamos o tempo todo olhando para as contas, olhando para a arrecadação" apontou o ministro.
Moretti falou sobre os impactos da guerra sobre a arrecadação, considerando que o Brasil é um exportador líquido de óleo, "Na verdade o poder executivo amplia a sua arrecadação por diversos caminhos", por isso, o ministro explicou que, seguindo a orientação do presidente Lula, o que se pretende fazer é "converter parcela dessa arrecadação adicional em medidas de mitigação dos impactos de preço, via subvenções e desonerações", disse o ministro.
A despesa mensal estimada é de R$ 272 milhões para cada R$ 0,10 de subvenção no litro de gasolina e de R$ 492 milhões para cada R$ 0,10 de subvenção no litro do diesel. Como a receita da União por meio de dividendos, royalties e participação tem crescido com o aumento da cotação do petróleo no mercado internacional, a medida será neutra do ponto de vista fiscal.
Mercados
Hoje foi anunciada MP com subvenção à gasolina, que reduz os tributos federais (Cide e Pis/Cofins) em até R$ 0,89. Segundo as informações fornecidas na coletiva de imprensa, o Ministério da Fazenda irá definir o valor efetivo da subvenção, que será parcial e deverá ficar entre 40 a 45 centavos por litro.
O Mercado já estima que caso sejam mantidos os preços nas refinarias da Petrobras, o impacto no IPCA deve ficar entre -23 a -25 bps. Caso a Petrobras aumente seus preços na mesma magnitude da redução de impostos, de modo que não haja impacto no preço ao consumidor, a defasagem da gasolina em relação aos preços internacionais deverá cair dos atuais ~80% para ~55%.
( da redação com informações de assessorias. Edição: Política Real).