Irã diz que não negociará com os EUA sob ameaças
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(Brasília-DF, 20/04/2026) O presidente do parlamento iraniano e principal negociador, Mohammad Bagher Qalibaf, declarou que Teerã não aceita negociações com os EUA sob ameaça.
Em uma publicação no X, ele afirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, está tentando transformar a mesa de negociações em uma "mesa de rendição".
Qalibaf acrescentou que, nas últimas duas semanas, o Irã vem se preparando para mostrar novas cartas no campo de batalha.
Mais cedo
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse ao seu homólogo paquistanês, Ishaq Dar, nesta segunda-feira, que as "contínuas violações do cessar-fogo [por parte dos EUA]" entre as duas nações representam um grande obstáculo para a continuidade do processo diplomático visando a resolução do conflito atual.
Um comunicado do Ministério das Relações Exteriores iraniano informou que Araqchi conversou com Dar por telefone e o comunicou que o Irã está levando em consideração todos os aspectos da questão ao decidir como proceder.
Enquanto isso, o presidente Donald Trump renovou sua promessa de continuar pressionando o Irã, escrevendo em sua conta no Truth Social que a guerra está indo muito bem e prometendo manter "O BLOQUEIO, que não será suspenso até que haja um ACORDO".
Trump afirmou que o bloqueio dos EUA "está destruindo completamente o Irã. Eles estão perdendo US$ 500 milhões [EUR 425 milhões] por dia, um valor insustentável, mesmo a curto prazo".
O Pentágono divulgou poucos números conclusivos até o momento, mas estimativas sugerem que os EUA podem estar gastando o dobro desse valor por dia na guerra. Linda Bilmes, especialista em políticas públicas da Escola de Governo Kennedy de Harvard, estima o custo em cerca de US$ 2 bilhões por dia.
( da redação com DW, AP. Edição: Política Real)