Lula e Friedrich Merz divulgam nota conjunta criticando o fechamento do Estreito de Ormuz; União Europeia decide por sanções contra o Irã
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(Brasília-DF, 20/04/2026). Nesta segunda-feira, 20, o chanceler federal alemão, Friedrich Merz, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva emitiram uma crítica conjunta sobre o bloqueio do Estreito de Ormuz.
Os dois países disseram compartilhar "profunda preocupação com os conflitos em curso no Oriente Médio, incluindo o impacto sobre a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz". As nações também "encorajam fortemente avanços rumo a uma solução negociada substancial para o Irã".
Desde que os Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra o Irã no fim de fevereiro, bloqueios contínuos têm dificultado a navegação no Golfo, afetando não apenas o comércio global de combustíveis, mas também outras cadeias internacionais de suprimento, como o agronegócio brasileiro.
UE ampliará sanções ao Irã por bloqueio do Estreito de Ormuz
A União Europeia chegou a um acordo para ampliar os critérios de suas sanções contra o Irã para incluir também responsáveis por bloquear o Estreito de Ormuz, em grande parte fechado há quase dois meses.
Teerã fechou o estreito após os ataques dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro, interrompendo cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito.
Mais de uma dúzia de petroleiros atravessaram a passagem marítima após uma breve reabertura na sexta-feira. Mas o contínuo bloqueio americano aos portos do Irã e o ataque a um navio comercial iraniano nas águas do Mar de Omã retomaram a tensão entre os dois países e a restrição de navegação na região.
Uma fonte informou que o Serviço Europeu de Ação Externa (Seae) precisará de algumas semanas para preparar as novas inclusões na lista de sanções. O órgão é responsável por incluir pessoas e empresas nas sanções, enquanto a Comissão Europeia cuida das restrições setoriais.
Em janeiro, a UE designou a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) como organização terrorista e, em março, incluiu autoridades iranianas na lista por violações de direitos humanos.
( da redação com agências. Edição: Política Real)