31 de julho de 2025
ECONOMIA

Pesquisa FGV-IBRE aponta que 56,5% dos respondentes afirma ser muito improvável ou improvável perder seu principal emprego ou renda nos próximos 6 meses

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Por Politica Real com agências
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FGV pesquisa sobre satisfação no trabalho Foto: FGV-IBRE

(Brasília-DF, 15/04/2026) Nesta quarta-feira, 15, o FGV-IBRE divulgou a sua décima edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho da Sondagem de Mercado de Trabalho.  O estudo aborda o tema da chance de perder emprego e/ou principal fonte de renda. O quesito desse que faz parte desse tema pergunta para cada respondente que está trabalhando no momento, sobre a chance que ele observa de perder seu principal empregou e/ou fonte de renda.

O resultado, com dados do trimestre findo em março de 2026, mostra que a maioria dos respondentes (56,5%) afirma ser muito improvável ou improvável perder seu principal emprego e/ou fonte de renda nos próximos 6 meses, enquanto 17,2% afirmavam ser provável ou muito provável que isso ocorre. Os demais 26,3% indicam que não saberiam avaliar esse tema.

Ao longo dos últimos meses, é possível observar um ligeiro aumento na soma das parcelas “muito provável” e “provável”, registrando o maior valor desde o início dessa série, em junho de 2025. Por outro lado, a parcela de trabalhadores falando que é “improvável” ou “muito improvável” chegou a 56,5%, sendo a parcela mais citada e se mantendo ligeiramente estável nos últimos meses. Como as séries ainda são curtas e não possuem ajuste por sazonalidade, essas comparações necessitam cautela.

“A evolução favorável do mercado de trabalho ao longo dos últimos meses é retratada no quesito que mede a chance de perder sua ocupação ou fonte de renda. Mais da metade dos trabalhadores mostram segurança em relação aos próximos meses e não enxergam grandes probabilidades de um revés. Por outro lado, mesmo que ainda em menor magnitude, cresce o percentual de pessoas com medo de perder sua ocupação em um futuro próximo. Esse resultado reflete os dados de mercado de trabalho, que continuam indicando aquecimento, mas também passaram a sinalizar redução no ritmo da evolução.

O aumento da incerteza e o cenário macroeconômico ainda desafiador podem contribuir para o aumento dessa probabilidade nos próximos meses”, afirma Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE.

Informações adicionais

A partir de julho de 2025, o FGV IBRE passou a divulgar mensalmente indicadores sobre a qualidade do emprego no país. Os dados serão divulgados mensalmente, com base em médias móveis trimestrais. As informações são obtidas pela Sondagem de Mercado de Trabalho (SMT), uma pesquisa mensal do FGV IBRE, feita com a população brasileira .

Os novos indicadores buscam complementar as informações existentes sobre o tema com dados exclusivos, derivados, principalmente, da percepção do trabalhador brasileiro sobre as condições de trabalho no momento. São consultadas pessoas de todos território nacional, em idade para trabalhar, e que respondem sobre seis diferentes temas:

•    Satisfação com trabalho;

•    Chance de perder emprego e/ou fonte de renda;

•    Proteção social;

•    Renda suficiente;

•    Percepção geral sobre o mercado de trabalho;

•    E expectativa para os próximos 6 meses do mercado de trabalho em geral.

Como a coleta de informações começou em 2025, ainda não é possível fazer comparações históricas e analisar o nível dos indicadores.

 Por esse motivo, os primeiros relatórios serão dedicados a explicar os temas escolhidos e em detalhar o(s) quesito(s) que fazem parte deste grupo. Em cada relatório dos próximos meses, o FGV IBRE destacará um tema específico em seus relatórios mensais da pesquisa. Nas tabelas finais são apresentados os resultados de todos os quesitos.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)