31 de julho de 2025
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Donald Trump disse que poderá voltar a negociar com oi Irã em “dois dias”

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Por Politica Real com agências
Publicado em
Donald Trump. Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 14/04/2026)  Nesta terça-feira, 14, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações com o Irã podem ser retomadas "nos próximos dois dias", após a primeira rodada, realizada no último final de semana, terminar sem acordo.

"Algo pode acontecer nos próximos dois dias, e estamos mais inclinados a ir para lá [Paquistão]", disse o presidente americano ao jornal New York Post.

A declaração foi dada após as conversas em Islamabad, no Paquistão, que contaram com a presença do vice-presidente dos EUA, JD Vance, e do presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, terminarem sem acordo.

Mais cedo, a mídia estatal iraniana informou que houve troca de mensagens entre Teerã e o Paquistão, mas que "não há informações" sobre qualquer acordo para novas negociações com os EUA.

Enquanto isso, Israel e Líbano concordaram em iniciar negociações diretas após conversas em Washington, segundo os EUA. A reunião marcou as primeiras conversas diretas entre os governos dos dois países desde 1993.

O vice-porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Tommy Pigott, afirmou em comunicado que a reunião entre os embaixadores dos dois países e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, foi "histórica" e que espera que o novo engajamento leve a um acordo de paz de longo prazo, mediado por Washington.

Israel e Líbano concordaram em trabalhar para reduzir a influência do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, disse Pigott, e o governo libanês "planeja restabelecer o monopólio da força e pôr fim à influência excessiva do Irã".

A embaixadora do Líbano nos Estados Unidos, Nada Hamadeh Moawad, afirmou que as conversas foram "produtivas". Em comunicado, ela disse ter defendido a "necessidade urgente de plena implementação" do acordo de cessação das hostilidades firmado em novembro de 2024.

O acordo foi alcançado após 13 meses de confrontos entre Israel e o Hezbollah e previa que o grupo apoiado pelo Irã encerrasse sua presença armada no sul do Líbano em até 60 dias.

Moawad acrescentou que também pediu um cessar-fogo e o retorno das pessoas deslocadas às suas casas. Ela afirmou ter enfatizado a "plena soberania do Líbano sobre todo o seu território" e pediu medidas para aliviar a "grave crise humanitária" causada pelo conflito.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)