Aena arrematou o terminal Galeão do Rio de Janeiro com proposta de R$ 2.9 bilhões
Veja mais
Publicado em
(Brasília-DF, 30/03/2026) Nesta segunda-feira, 30, na sede da B3, em São Paulo, foi realizado em São Paulo, o leilão de venda assistida do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro – Antônio Carlos Jobim, o Galeão. Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estiveram à frente do evento.
Depois de uma disputa de cerca de 1 hora e quase 30 lances de viva-voz, a concessionária Aena arrematou o terminal do Rio de Janeiro com proposta de R$ 2.9 bilhões, ágio superior a 210%.
Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho o leilão representa um momento histórico para o Brasil.
“A gente tem aqui hoje um resultado muito positivo para a aviação nacional e para o país como um todo. Este leilão é uma demonstração clara de que as diferenças constroem as convergências e aqui tudo funcionou a favor do Galeão. É por isso que precisamos fortalecer, cada vez mais, a construção coletiva”, ressaltou. Costa Filho também enfatizou que o Brasil vem se tornando cada vez mais um grande player na economia globalizada: “aqui nós temos bons projetos, segurança jurídica e instituições que funcionam bem. Temos também o maior volume de concessões da história nacional, o equivalente a mais de R$ 300 bilhões em contratos assinados nas concessões de portos, aeroportos, rodovias, ferrovias, saneamento, petróleo e gás”, destacou.
Participaram do certame três grupos: a atual concessionária RIOgaleão, a espanhola Aena e a suíça Zurich Airport. A atual concessionária, a RIOgaleão é formado pela gestora brasileira Vinci Compass e pela operadora internacional Changi, de Singapura.
Aena celebra o leilão
Como vai ser
O edital do leilão prevê ainda que a controladora faça uma contribuição variável correspondente a 20% do faturamento bruto da concessão até 2039, além de assumir todos os ativos, passivos, obrigações e direitos relativos ao Galeão.
A operação também formaliza a saída da Infraero da estrutura societária do aeroporto, que detinha 49% das ações da concessionária. Este novo acordo trouxe mudanças estruturais e modernização regulatória, essenciais para a sustentabilidade e o crescimento do Galeão.
O diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil, Tiago Faierstein, destacou o resultado do leilão e ressaltou o trabalho conjunto dos órgãos para a realização do certame. "O que aconteceu aqui hoje foi a concretização de uma iniciativa construída em uma câmara de consenso realizada pelo Tribunal de Contas da União. O sucesso do leilão também se deve ao TCU, por ter aberto essa oportunidade de renegociação de um contrato tão importante para o país. Unindo esforços entre TCU, Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e o MPor, conseguimos realizar esse primeiro teste de mercado para os contratos aeroportuários do Brasil", finalizou.
A repactuação do contrato é resultado de um processo conduzido em conjunto com o Tribunal de Contas da União (TCU), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e demais órgãos envolvidos, que buscou uma solução negociada para garantir a continuidade da concessão e preservar os investimentos já realizados no aeroporto.
Reequilíbrio e retomada
O leilão ocorre após um período de reestruturação do Galeão, que enfrentou queda na demanda nos anos seguintes aos grandes investimentos realizados para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, cenário agravado pela pandemia de Covid-19.
Nos últimos anos, medidas adotadas em conjunto por diferentes esferas de governo buscaram reequilibrar a operação aeroportuária no Rio de Janeiro. Entre elas, está o limite de movimentação no Aeroporto Santos Dumont, com o objetivo de distribuir melhor o fluxo entre os terminais e otimizar o uso da infraestrutura existente.
Os efeitos dessa reorganização já aparecem nos números. Em 2023, os aeroportos Santos Dumont e Galeão movimentaram, juntos, 18,9 milhões de passageiros. Já em 2025, o volume subiu para 23,5 milhões, indicando a recuperação da demanda e maior equilíbrio na operação entre os dois aeroportos.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)