ECONOMIA: Confiança no comércio recuou em março pelo segundo mês consecutivo, informa FGV-IBRE
O Índice de Situação Atual (ISA-COM) também recuou
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(Brasília-DF, 30/03/2026). Na manhã desta segunda-feira, 30, o FGV-IBRE divulgou o seu Índice de Confiança do Comércio (ICOM) que caiu 2,7 pontos em março, para 84,6 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice recuou 1,3 ponto, para 87,7 pontos.
“A confiança do comércio recuou pelo segundo mês consecutivo, tendo novamente como principal fator a deterioração das expectativas. A queda foi influenciada, sobretudo, pela piora nas perspectivas sobre a tendência dos negócios, que passaram a indicar pessimismo para os próximos meses. Ao mesmo tempo, as avaliações sobre a demanda atual também se enfraqueceram, atingindo patamar próximo ao observado em 2020, reforçando o quadro de pressão sobre a confiança. O varejo encerra o primeiro trimestre de 2026 em um ambiente ainda desafiador, com a política monetária ainda restritiva no curto prazo e elevado endividamento das famílias. Apesar da resiliência do mercado de trabalho, a renda não tem sido suficiente para aquecer a demanda no setor”, afirma Geórgia Veloso, economista do FGV IBRE.
Em março, a queda da confiança foi disseminada em 5 dos seis segmentos pesquisados e influenciada principalmente pelas expectativas em relação aos próximos meses. O Índice de Expectativas (IE-COM) recuou 4,4 pontos, para 85,1 pontos, menor nível desde setembro de 2025 (82,6 pontos). Os quesitos que o compõem apresentaram resultados no mesmo sentido: o indicador que avalia as expectativas sobre a tendência dos negócios recuou pelo terceiro mês consecutivo, agora em 5,7 pontos, para 81,6 pontos, menor nível desde março de 2021 (72,4 pontos) e o que mede as perspectivas de vendas nos próximos três meses caiu em 2,9 pontos, para 89,2 pontos.
O Índice de Situação Atual (ISA-COM) também recuou, em 0,8 ponto, para 84,8 pontos, menor nível desde abril de 2021 (82,3 pontos). O indicador que avalia o volume de demanda atual caiu 1,8 ponto, registrando 83,6 pontos, o menor patamar desde junho de 2020 (77,7 pontos). Já a situação atual dos negócios subiu 0,1 ponto, alcançando 86,3 pontos.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)