31 de julho de 2025
CPMI DO INSS

Parlamentares dizem Carlos Viana impediu a votação de relatório alternativo pois empresário Fabiano Zettel é da Igreja Batista da Lagoinha, a mesma igreja do senador presidente da CPMI

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Por Política Real com assessoria
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Maioria vence e destaca que os problema começaram no Governo Bolsonaro Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

(Brasília-DF, 28/03/2026) Os parlamentares que derrubaram o relatório proposto pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) criticaram o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG) “por decisão política” optou por encerrar os trabalhos da CPMI sem submeter à votação o relatório da Maioria, elaborado pelos demais membros da comissão.

Em coletiva no corredor do Senado, o líder da bancada do PT na CPMI, deputado Paulo Pimenta (PT-RS) criticou duramente a atitude de Viana:

“Todas as comissões, todas as decisões de CPIs ou CPMIs, sempre que o voto do relator é minoritário, é designado pelo presidente outro relator para apresentar o voto da maioria. Nós hoje fomos impedidos de fazer com que essa comissão concluísse seus trabalhos como um relatório aprovado. Se esta comissão concluir seu trabalho sem um relatório, foi uma decisão política do presidente, com apoio do relator, porque não havia concordância com o voto da maioria. Isso é uma afronta à democracia. Tínhamos a maioria na comissão, portanto tínhamos o direito de aprovar o nosso relatório. O presidente decidiu que a comissão não tivesse um relatório para impedir que fosse aprovado o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro como chefe da organização criminosa que roubou os aposentados”, protestou.

O deputado Alencar Santana (PT-SP) apontou um possível conflito de interesses envolvendo Viana: “O presidente da CPMI também impediu a votação do relatório da Verdade, o relatório da maioria, porque queria blindar o pastor Fabiano Zettel, que era pastor da Igreja Batista da Lagoinha, a mesma igreja do senador Carlos Viana.”

E o deputado Rogério Correia (PT-MG) destacou que, mesmo sem ter sido votado, o relatório da maioria seguirá com encaminhamentos legais: “O relatório da maioria será entregue à Polícia Federal, à Procuradoria-Geral da República e ao Supremo Tribunal Federal.”

O relatório também pedia, entre outros, o indiciamento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A decisão de Viana encerra a CPMI sem um documento formalmente aprovado pela comissão, gerando questionamentos sobre a legalidade do ato e provocando críticas à condução política do colegiado, que investigava irregularidades no INSS.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real.)