Países já começam a sinalizar que não vão colocar navios no Estreito de Ormuz como foi pedido por Donald Trump
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(Brasília-DF, 16/03/2026) Tradicionais aliados dos Estados Unidos, desde o fim da segunda guerra mundial, começam a sinalizar que não irão colocar navios de guerra no Estreito de Ormuz para permitir que navios de carga façam o trajeto, antes, habitual.
Nesta segunda-feira, 16, Austrália descartou o envio de seus navios de guerra para proteger petroleiros no Estreito de Ormuz, apesar do apelo do presidente dos EUA, Donald Trump, para que seja criada uma missão internacional com o objetivo de desbloqueá-la.
"Estamos bem preparados aqui no país para lidar com a crise econômica que está ocorrendo como resultado da situação no Oriente Médio, mas não temos planos de enviar nenhum navio", declarou Catherine King, Ministra da Infraestrutura, Transportes, Desenvolvimento Regional e Governo Local, que também é membro do gabinete do Primeiro-Ministro Anthony Albanese.
Europa
Nesta segunda-feira, os ministros das Relações Exteriores da UE devem se reunir pessoalmente em Bruxelas pela primeira vez desde o início do conflito com o Irã.
Sobre uma possível ampliação da missão europeia Aspides, Wadephul afirmou que a operação, focada no Mar Vermelho, não tem sido eficaz até agora. "Por isso, sou muito cético quanto à possibilidade de que estender a Aspides ao Estreito de Ormuz traga mais segurança. Vamos discutir tudo isso com calma. Estamos participando de forma construtiva."
Em fevereiro de 2024, a União Europeia decidiu lançar a Operação Aspides para proteger a navegação no Mar Vermelho. Uma fragata alemã também participou da missão.
A Alemanha não participará de uma operação militar internacional para proteger navios mercantes no Estreito de Ormuz, afirmou nesse domingo ,15, o ministro das Relações Exteriores do país, Johann Wadephul. "Vamos nos tornar parte ativa desse conflito? Não", disse ele à emissora pública ARD, ao comentar a guerra no Irã e a possibilidade de ampliar a atual missão da União Europeia na região.
Segundo ele, o governo alemão tem uma posição muito clara sobre o tema, já expressa pelo chanceler federal alemão Friedrich Merz e pelo ministro da Defesa, Boris Pistorius. "Não participaremos desse conflito."
Wadephul afirmou que os Estados Unidos e Israel dizem ter como objetivo destruir as capacidades militares do Irã, especialmente seus programas nuclear e de mísseis. "E o que esperamos agora é ser informados e incluídos quando isso acontecer. E então gostaríamos muito de participar das negociações."
Ele acrescentou que a segurança no Estreito de Ormuz só será alcançada com uma solução negociada e com diálogo com os iranianos.
( da redação com AP, AFP, DW, RT News. Edição: Política Real)