Gilmar Mendes, em postagem nas redes sociais, critica divulgação conversas íntimas, critica o Estado, e diz que não se deve fazer “uma investigação técnica em um espetáculo
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(Brasília-DF, 09/03/2026) O ministro Gilmar Mendes, o ministro decano do Supremo Tribunal Federal(STF), fez uma longa postagem na sua rede sociais destacando a divulgação de conversas íntimas como grave violação ao direito à intimidade. Ele não nomina, mas faz referência a conversas íntimas entre os ex-banqueiro Daniel Vorcaro e sua namorada Martha Graeff.
Ele destaca que essa divulgação se dá na semana do 8 de março, do Dia Internacional da Mulher. “Denotando a urgência de refletir sobre como a intimidade feminina é, historicamente, o alvo preferencial de tentativas de desmoralização e controle. “, disse.
Gilmar Mendes faz um clara critica ao Estado, sem nominar que seja a Polícia Federal ou o Senado Federal.
“Ao permitir a publicação de diálogos íntimos de um casal, o Estado e seus agentes não apenas falham em seu dever de guarda, mas desrespeitam a legislação, que impõe categoricamente a inutilização de trechos que não interessam à persecução penal.”
Gilmar Mendes defende nova legislação. “Esse cenário evidencia a necessidade inadiável da aprovação da LGPD Penal”.
Gilmar Mendes destaca, também, que se busca fazer “uma investigação técnica em um espetáculo”.
Veja a íntegra:
“A exposição pública de conversas de cunho estritamente privado, desvinculadas de qualquer ilicitude, constitui uma gravíssima violação ao direito à intimidade e uma demonstração de barbárie institucional que transgride todos os limites impostos pelas leis e pela Constituição.
Na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, parece ainda mais grave a divulgação de tais diálogos, denotando a urgência de refletir sobre como a intimidade feminina é, historicamente, o alvo preferencial de tentativas de desmoralização e controle.
Ao permitir a publicação de diálogos íntimos de um casal, o Estado e seus agentes não apenas falham em seu dever de guarda, mas desrespeitam a legislação, que impõe categoricamente a inutilização de trechos que não interessam à persecução penal.
Esse cenário evidencia a necessidade inadiável da aprovação da LGPD Penal, garantindo que o tratamento de dados na esfera criminal não seja subvertido em ferramenta de opressão.
Ao transformar o que deveria ser uma investigação técnica em um espetáculo e em um verdadeiro ato de linchamento moral, o sistema incorre em nítida afronta à dignidade humana e aos direitos fundamentais.”
( da redação com informações de redes sociais. Edição: Política Real)