31 de julho de 2025
NOVA GUERRA

Depois dos ataques contra Irã, conflito se espalha no Oriente Médio

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Por Politica Real com agências
Publicado em
Al Jazeera fa a transmissão ao vivo do conflito Foto: imagem de streaming

Com agências

(Brasília-DF, 28/02/2026).  Teerã havia alertado que, em caso de um ataque dos EUA, suas bases no Oriente Médio se tornariam "alvos legítimos".

Explosões foram relatadas neste sábado em Manama, capital do Bahrein. Sirenes foram acionadas em todo o país, segundo o Ministério do Interior, que pediu à população que se abrigasse no "local seguro mais próximo".

Um dos locais atingidos por um míssil é o quartel-general da Quinta Frota da Marinha dos EUA.

De acordo com a mídia regional, sirenes de alerta foram acionadas no Kuwait. Da mesma forma, explosões foram ouvidas em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, e em Dubai. Simultaneamente, explosões estão sendo relatadas em Riad, capital da Arábia Saudita.

Segundo a Guarda Revolucionária, quatro bases aéreas dos EUA foram atingidas com mísseis: em Catar (Al Udeid), Kuwait (Al Dhafra), Emirados Árabes Unidos e Bahrein (quartel-general da Quinta Frota da Marinha dos EUA).

Uma fonte do Ministério da Defesa do Catar informou a interceptação de um míssil iraniano com o sistema Patriot. Paralelamente, a embaixada dos EUA no país emitiu alerta recomendando que seus cidadãos buscassem refúgio até novo aviso, devido à possibilidade de ataques com mísseis.

Enquanto isso, a ABC News informou que os EUA estão realocando centenas de soldados em uma importante base militar no Catar diante da ameaça de um ataque iraniano. O país árabe abriga Al Udeid, a maior base americana no Oriente Médio, e, segundo a reportagem, há cerca de 35 mil soldados dos EUA na região.

"Uma grande lição" para Israel e os EUA

O New York Times informou inicialmente que o Pentágono começou a evacuar centenas de soldados de Al Udeid e de diversos enclaves em Bahrein, enquanto mais baterias antimísseis eram enviadas para proteger 13 bases, incluindo tropas no Iraque, Síria, Kuwait, Arábia Saudita, Jordânia e Emirados Árabes Unidos. Posteriormente, o jornal esclareceu que as tropas não foram evacuadas, mas "realocadas para outras missões e operações".

Teerã havia expressado a disposição de manter um "diálogo baseado no respeito e em interesses mútuos", mas alertou que qualquer ação militar contra o país "será considerada o início de uma guerra", afirmando que suas forças armadas estavam "prontas, com o dedo no gatilho, para responder imediata e decisivamente a qualquer agressão".

O comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, Mohammad Pakpour, advertiu os EUA e Israel de que suas forças estavam preparadas para responder a provocações. Segundo ele, as tropas "estão mais preparadas do que nunca, prontas para cumprir as ordens e diretrizes do comandante-em-chefe, um líder mais amado do que suas próprias vidas", referindo-se ao aiatolá Ali Khamenei.

Outro oficial militar iraniano de alta patente, Ali Abdollahi, afirmou que, se a Casa Branca optar por atacar seu país, "todos os interesses, bases e centros de influência americanos" seriam "alvos legítimos" para as Forças Armadas iranianas.

( da redação com informações da RT News e BBC. Edição: Política Real)