31 de julho de 2025
INFLAÇÃO

PRÉVIA DA INFLAÇÃO: IPCA-15 de fevereiro ficou em 0,84%, informa IBGE

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Por Politica Real com assessoria
Publicado em
Prévia da inflação de fevereiro Foto: site do IBGE

(Brasília-DF, 27/02/.2026) Na manhã desta sexta-feira, 27, foi divulgado o esperado IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), a prévia da inflação de fevereiro ficou em 0,64%, que registrou 0,64% acima do resultado de janeiro (0,20%).

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 1,04% e, nos últimos 12 meses, de 4,10%, abaixo dos 4,50% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em fevereiro de 2025, a taxa foi de 1,23%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, Transportes (1,72%) teve o maior impacto (0,35 p.p.), enquanto Educação, com 0,32 p.p. de impacto, apresentou a maior variação (5,20%). Os demais grupos oscilaram entre o -0,42% de Vestuário e o 0,67% de Saúde e cuidados pessoais.

Em Educação (5,20%), a maior contribuição (0,28 p.p.) veio dos cursos regulares (6,18%), por conta dos reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo. As maiores variações foram registradas no ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,07%) e pré-escola (7,49%).

No grupo dos Transportes (1,72% e 0,35 p.p.), a maior variação foi nas passagens aéreas, que aumentaram 11,64%. Os combustíveis subiram 1,38%, com acréscimos nos preços do etanol (2,51%), da gasolina (1,30%) e do óleo diesel (0,44%), enquanto o gás veicular teve resultado negativo de 1,06%.

O subitem ônibus urbano apresentou variação de 7,52%, em razão da apropriação dos seguintes reajustes nas tarifas:

8,70% em Belo Horizonte (14,68%), a partir de 1º de janeiro contemplando, também, as gratuidades aos domingos e feriados.

6,00% em São Paulo (13,97%), a partir de 06 de janeiro, considerando as gratuidades aos domingos e feriados.

20,00% em Fortaleza (11,14%), a partir de 1º de janeiro.

5,36% em Salvador (4,37%), a partir de 05 de janeiro.

6,38% no Rio de Janeiro (4,17%), a partir de 04 de janeiro.

4,46% em Recife (1,86%), a partir de 1° de fevereiro.

Além disso, por conta da redução tarifária aos domingos e feriados, Curitiba registrou variação de 4,29% no ônibus urbano e, em Belém, a alta foi de 9,67% devido às gratuidades aos domingos e feriados, que também estão vigentes em Brasília (9,47%).

Ainda em Transportes, a taxa de 2,22% no metrô ocorre em razão da variação de 9,47% em Brasília, por conta das gratuidades aos domingos e feriados, e do reajuste de 3,85% em São Paulo (2,86%), a partir de 06 de janeiro, mesmo reajuste aplicado no trem (2,86%), com a mesma vigência. Também em São Paulo, a variação de 9,38% na integração transporte público é reflexo da combinação dos reajustes citados e de gratuidades concedidas. Houve também aumentos no táxi (1,52%). Em Fortaleza (16,11%), as tarifas aumentaram aproximadamente 18,70%, a partir de 19 de janeiro. Em Salvador (3,28%), houve reajuste de 4,53%, a partir de 23 de janeiro, e, no Rio de Janeiro, o aumento foi de 2,92%, em decorrência do reajuste de 4,92% a partir de 2 de janeiro.

No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,67% e 0,09 p.p.), os destaques foram os artigos de higiene pessoal e o plano de saúde, que subiram 0,91% e 0,49%, respectivamente.

No grupo Alimentação e Bebidas (0,20% e 0,04 p.p.), a alimentação no domicílio aumentou 0,09% em fevereiro, abaixo do resultado de janeiro (0,21%). As principais variações positivas foram registradas no tomate (10,09%) e nas carnes (0,76%) e, no lado das quedas, destacaram-se o arroz (-2,47%), o frango em pedaços (-1,55%) e as frutas (-1,33%).

A alimentação fora do domicílio registrou variação de 0,46% em fevereiro, com as altas da refeição (0,62%) e do lanche (0,28%).

O grupo Habitação aumentou 0,06% em fevereiro, após recuar 0,26% em janeiro, com destaque para os resultados da taxa de água e esgoto (1,97%) e do aluguel residencial (0,32%). Por outro lado, a energia elétrica residencial foi o subitem com o maior impacto negativo no índice (0,06 p.p.), ao recuar 1,37% em fevereiro. No mês, a bandeira tarifária vigente era a verde, sem custo adicional para os consumidores.

A taxa de água e esgoto (1,97%) reflete os seguintes reajustes: 6,48% em São Paulo (3,63%) e 4,69% em uma das concessionárias de Porto Alegre (1,31%), ambos a partir de 1º de janeiro; 6,56% em Belo Horizonte (7,41%), desde 22 de janeiro; e 2,64% em Curitiba (0,16%), desde 15 de dezembro.

No subitem gás encanado (-0,71%), a variação de -1,64% no Rio de Janeiro foi resultado das reduções de tarifas em 1º de janeiro (-0,08%) e 1º de fevereiro (-4,44%); e, em Curitiba (-1,66%), houve redução de 4,01% nas tarifas, a partir de 1° de fevereiro.

Quanto aos índices regionais, a maior variação foi observada em São Paulo (1,09%), por conta das altas nos subitens passagens aéreas (16,92%) e nos cursos regulares (6,34%), com destaque para o ensino fundamental (8,32%). Já o menor resultado ocorreu em Recife (0,35%) em razão das quedas no transporte por aplicativo (-10,34%) e na energia elétrica residencial (-2,32%).

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)