31 de julho de 2025
MERCADO FINANCEIRO

Em dia de novo recorde da bolsa, chegando perto de 190 mil pontos e queda do dólar, mercado financeiro critica TCU por emitir limites ao Banco Central

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Por Politica Real com agências
Publicado em
Mercado financeiro critica TCU por limitar o BC Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 11/02/2026) Num dia sem divulgação de índices econômicos relevantes no Brasil, tivemos novo recorde no mercado acionário do país.

Nesta quarta-feira, 11, o Ibovespa subiu 2% nesta à medida que o fluxo estrangeiro continuou a beneficiar as blue chips, as maiores e mais líquidas ações da bolsa. O índice reagiu ainda à perspectiva de corte de juros e à nova pesquisa eleitoral.

O saldo final foi uma alta de 2,03%, levando o Ibovespa aos 189.699 pontos. Na máxima do dia, o índice chegou a superar os 190.000 pontos. O dólar recuou 0,18% e encerrou o dia cotado a R$ 5,19.

Entre as ações, os papéis das empresas com maior liquidez puxaram as altas.

A Vale, que tem a maior participação na carteira do Ibovespa, avançou mais de 3%. Os papéis da Petrobras, do Itaú Unibanco e do Bradesco também subiram e ajudaram a impulsionar o índice.

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Nesta quarta-feira, 11, no final do dia, os setor financeiro, representado por diversas entidades divulgaram nota criticando decisão de ministro do Tribunal de Contas da União que impõe  limitação ao poder de fiscalização do Banco Central.

Nota à Imprensa

A Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Associação Brasileira de Bancos Internacionais (ABBI), Associação Brasileira de Câmbio (ABRACAM), Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), Associação Brasileira de Instituições de Pagamento (ABIPAG), Associação Brasileira de Internet (Abranet), Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) e a Zetta consideram preocupante a decisão do ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), que restringiu o acesso do Banco Central do Brasil aos autos do processo que analisa a atuação da autoridade de regulação bancária na liquidação do Banco Master, mesmo que possa rever a decisão mediante solicitação de acesso por parte do Banco Central.

Ainda que o sigilo processual possa ser necessário em determinadas circunstâncias, carece de justificativa técnica clara e transparente a restrição imposta ao Banco Central, especialmente para o exercício do contraditório e de sua ampla defesa.

As entidades avaliam que decisões, que imponham sigilo em processos de interesse público, precisam de motivação e esclarecimentos objetivos à sociedade, não se mostrando compatível com os princípios que regem a administração pública, com impactos relevantes à previsibilidade institucional.

Trata-se de um processo de relevância crítica, com potenciais impactos sobre a estabilidade do sistema financeiro e sobre a confiança nos mecanismos de supervisão e controle. Nesses casos, reforçamos a necessidade de transparência em todos os seus aspectos, preservando as responsabilidades de cada órgão.

Decisões com efeitos restritivos, institucionais e sistêmicos, além de serem fundamentadas, devem ser colegiadas e acompanhadas de transparência, de modo a preservar a segurança jurídica e a confiança nas instituições públicas. Especialmente neste caso, reforçamos que somente a transparência nas apurações poderá preservar a confiança institucional e reconhecimento das decisões com base técnica.

As entidades reafirmam seus compromissos com a estabilidade financeira e a observância das melhores práticas do sistema financeiro.

( da redação com informações de assessorias e Blomberg Linea. Edição: Política Real )