Governo Federal anuncia investimentos de R$ 5,7 bilhões em investimentos para 11 aeroportos; investimento total vai alcançar 9,2 bi
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(Brasília-DF, 11/02/2026) Nesta quarta-feira, 11, em cerimônia no Palácio do Planalto, foi realizada cerimônia sobre o Plano de Investimentos em Ampliação e Modernização de Aeroportos, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com investimentos de com R$ 5,7 bilhões em financiamento, sendo R$ 4,64 bilhões em apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Vinculado ao Novo PAC, o apoio contribuirá para alavancar outros investimentos, alcançando R$ 9,2 bilhões.
Os recursos beneficiarão os aeroportos administrados pela Aena em Congonhas (SP), Campo Grande (MS), Ponta Porã (MS) e Corumbá (MS), Santarém (PA), Marabá (PA), Carajás (PA) e Altamira (PA), além de Uberlândia (MG), Uberaba (MG) e Montes Claros (MG). O plano integra a estratégia do Governo do Brasil de fortalecer a infraestrutura aeroportuária, ampliar a conectividade aérea e estimular o desenvolvimento regional.
Para o ministro de Portos e Aeroporto, Silvio Costa Filho, o anúncio representa um marco para o setor e demonstra a retomada dos investimentos estruturantes na aviação brasileira. “Nós estamos celebrando um grande feito para a aviação do país: estamos anunciando o maior volume de investimentos da história da aviação brasileira num momento tão curto. Em três anos já foram investidos mais de R$ 5 bilhões e já estamos com contratos assinados, como está sendo feito hoje aqui, o equivalente a mais de R$ 10 bilhões em investimentos nos aeroportos brasileiros. Isso significa mais desenvolvimento e mais geração de oportunidades”, declarou o ministro.
Silvio Costa Silva também ressaltou o crescimento expressivo no número de passageiros como reflexo direto da política de expansão e fortalecimento do setor. “Tivemos em 2022 o equivalente a 97 milhões de passageiros. Em três anos do nosso governo, nós saímos de 97 milhões de passageiros para 130 milhões de passageiros. O que isso significa? Em três anos, foram incluídos mais de 30 milhões de passageiros na aviação do país. O Brasil foi o país que mais cresceu na aviação no mundo. Isso dialoga com a agenda do desenvolvimento do Brasil. A cada quatro turistas que chegam a uma cidade, é uma oportunidade de emprego e de trabalho que é gerado para a população”, destacou.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou o papel do banco público como motor desse novo ciclo de desenvolvimento, destacando a eficiência das novas modalidades de crédito. "Com as inovações financeiras adotadas pelo BNDES, estamos vivendo um ciclo de expansão da infraestrutura do Brasil, que está gerando muito emprego, muito impulso e muito avanço. Em sua fala, ele também homenageou o presidente Lula, atribuindo o sucesso dos indicadores econômicos e a atração de investimentos à liderança do chefe do Executivo. "Só um estadista com essa dimensão é capaz, ao mesmo tempo, de ter a presença que tem nesse cenário internacional difícil e encontrar soluções criativas para a gente bater todos esses recordes em termos de infraestrutura e crescimento do Brasil", concluiu.
Do conjunto de investimentos previstos, o maior volume de recursos (R$ 2,6 bilhões) será destinado para intervenções no Aeroporto de Congonhas, que vai dobrar o tamanho do terminal de passageiros, chegando a 135 mil metros quadrados. O pátio de aeronaves também será ampliado, com melhorias na eficiência operacional. O número de pontes de embarque passará de 12 para 19. A área comercial também será ampliada.
O diretor-presidente da Aena-Brasil, Santiago Yus, ressaltou a confiança do Governo do Brasil no grupo e a oportunidade de ampliar a conexão do país com o mundo. Também destacou a construção conjunta de um modelo inovador de financiamento de longo prazo.
“O futuro do Brasil se constrói com ousadia, parceria e compromisso de longo prazo. Nossa presença aqui hoje para formalizar a maior operação de financiamento para infraestrutura aeroportuária da história do país simboliza essa condição. Estamos dando início a uma nova era para a aviação brasileira”, disse Yus.
O Plano integra uma das maiores operações de financiamento da história da aviação brasileira. A oferta pública de emissão de debêntures foi coordenada pelo BNDES em sindicato com o Santander, totalizando R$ 5,3 bilhões. O apoio financeiro do BNDES inclui tanto a subscrição de debêntures, no valor de R$ 4,24 bilhões, quanto um financiamento via linha Finem, no valor de R$ 400 milhões. Somando debêntures (R$ 5,3 bi) e linha Finem do BNDES (R$ 400 mi), o financiamento total para a Aena será de R$ 5,7 bilhões.
A AENA – A AENA é a maior operadora aeroportuária do mundo em números de passageiros, responsável pela gestão de 46 aeroportos e dois heliportos na Espanha. Também detém 51% do Aeroporto de Londres-Luton e atua no México (12 aeroportos) e Jamaica (2). No Brasil, além dos 11 aeroportos já mencionados, a Aena administra os aeroportos de Recife (PE), Maceió (AL), Aracaju (SE), João Pessoa (PB), Juazeiro do Norte (CE) e Campina Grande (PB), que também contaram com o apoio do BNDES, de R$ 1,04 bilhão.
( da redação com informações de assessorias. Edição: Política Real