Criança que foi presa pela imigração dos EUA(Ice), que chocou o mundo, foi libertada por decisão judicial; juiz federal Fred Biery disse que governo Trump adora práticas que "traumatizam crianças" em nome de metas de deportação
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(Brasília-DF, 01/2/2026) Neste domingo, 1º, uma ordem judicial determinou a libertação de um menino de cinco anos, e seu pai, que haviam sido detidos por agentes de imigração no estado americano de Minnesota.
Agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) prenderam Liam C. R. e seu pai, Adrian Conejo Arias – ambos solicitantes de asilo do Equador – em 20 de janeiro, quando o menino chegava da pré-escola.
Imagens do garoto usando um gorro azul com orelhas de coelho e uma mochila sendo segurado por agentes, circularam pelo mundo e alimentaram a indignação pública contra a ofensiva do governo do presidente Donald Trump, que já deixou dois cidadãos americanos mortos em Minneapolis.
Pai e filho passaram dez dias em um centro de detenção no Texas, até que um juiz ordenou a libertação de ambos no sábado.
"Liam está em casa agora. Com seu gorro e sua mochila", escreveu no X o congressista democrata Joaquin Castro, que os acompanhou no retorno ao estado de origem.
Governo diz que pai pediu para ser detido junto ao filho
O governo Trump tentou justificar a detenção do menino alegando que o ICE o levou sob custódia depois que seu pai teria tentado fugir dos agentes. Já vizinhos e funcionários da escola afirmaram que agentes federais usaram o menino como "isca", dizendo para ele bater na porta de casa.
Em comunicado, a secretária-assistente do Departamento de Segurança Interna dos EUA, Tricia McLaughlin, afirmou que o ICE não mirou nem prendeu Liam, e que sua "suposta mãe" se recusou a ficar com ele após a detenção do pai. Segundo ela, o pai disse aos agentes que queria que Liam permanecesse com ele.
Durante uma visita ao centro de detenção na semana passada, Castro disse que Adrian Conejo Arias descreveu o filho como triste e deprimido. "O pai disse que ele não tem sido ele mesmo", escreveu o congressista no X na ocasião.
O juiz federal Fred Biery, que ordenou a libertação do menino, afirmou que "o caso tem sua origem na busca mal concebida e mal executada do governo por cotas diárias de deportação, aparentemente mesmo que isso exija traumatizar crianças".
Ele criticou o que chamou de "ignorância" do governo em relação à Declaração de Independência dos EUA. Biery também citou a Quarta Emenda da Constituição americana, que protege contra "buscas e apreensões irrazoáveis".
( da redação com informações da AFP, AP. Edição: Política Real )