31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DA SEMANA: Mercados globais em alta e no Brasil destaque para o IPCA-15

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Por Politica Real com agências
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Mercados em alta Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 27/01/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “ Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil destaque para divulgação do IPCA-15.

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Nesta terça-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em alta (S&P 500: +0,3%; Nasdaq 100: +0,6%) diante da suavização de tensões geopolíticas e comerciais, com avanço negociações mediadas pelos EUA de paz na Ucrânia e perspectiva de acordo entre EUA e Índia para redução de tarifas. O setor de saúde recua no pré mercado diante de perspectiva de reajuste inferior ao esperado nos pagamentos para planos de saúde. O foco dos mercados permanece na temporada de resultados, na expectativa dos resultados de Big Techs (incluindo companhias como Apple, Microsoft, Meta e Tesla) e decisão de política monetária do FOMC na quarta-feira, para a qual o mercado espera amplamente manutenção do atual patamar de juros.

Diante da perspectiva de acordo comercial benigno entre EUA e Índia, ações globais reagem positivamente. O índice da Europa opera positivo (Stoxx 600: 0,4%), com maioria de setores e bolsas em alta. Na China, os mercados fecharam mistos (CSI 300: -0,03%; HSI: +1,4%). 

Economia

Nos Estados Unidos, aumentou o risco de paralisação do governo diante do impasse no Senado sobre o Orçamento. Ainda no cenário internacional, a União Europeia e a Índia anunciaram um acordo de livre‑comércio, enquanto Trump voltou a elevar tarifas e ameaçar parceiros comerciais.

 

IBOVESPA -0,08% | 178.720 Pontos. CÂMBIO -0,13% | 5,28/USD

 

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a segunda-feira em leve queda de 0,1%, aos 178.720 pontos, interrompendo uma sequência de cinco sessões consecutivas de alta, período no qual o índice acumulou valorização de 8,5%. Em um dia de agenda mais esvaziada, os investidores seguiram à espera das decisões de política monetária no Brasil e nos EUA, ambas programadas para esta quarta-feira.

As ações da WEG (WEGE3, +3,5%) subiram, após a divulgação de um relatório com viés positivo por um banco de investimentos. Na ponta negativa, Vale (VALE3, -2,3%) recuou, refletindo a queda dos preços do minério de ferro (-1,5%) e a repercussão da notícia sobre um extravasamento de água em uma das minas da companhia.

Nesta terça-feira, o destaque da agenda doméstica será a divulgação do IPCA-15 de janeiro. No exterior, a temporada internacional de resultados do 4T25 segue em foco, com os balanços de American Airlines, Boeing, General Motors e NextEra.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a segunda-feira novamente em queda. Nos Estados Unidos, as taxas recuaram diante das atenções voltadas aos desdobramentos no Federal Reserve, com o prazo de Donald Trump para nomear o próximo presidente da instituição se aproximando do fim, além do aumento do risco de uma nova paralisação do governo a partir deste sábado (31). Os títulos de 2 anos fecharam em 3,59% (-1 bp); os de 10 anos, em 4,22% (-1 bp); e os de 30 anos, em 4,81% (-2 bps).

No Brasil, a queda acompanhou o movimento das Treasuries e também foi influenciada pela desvalorização do dólar frente a moedas emergentes, além de ajustes de posições nesta semana de decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O fechamento das taxas foi mais acentuado a partir do miolo da curva. O DI jan/27 encerrou a 13,68% (-2 bps), o DI jan/29 a 12,98% (-5 bps) e o DI jan/31 a 13,3% (-6 bps).

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a segunda‑feira em alta de 0,11%, renovando sua máxima histórica aos 3.845,91 pontos. O movimento foi puxado principalmente pelos fundos de fundos e pelos fundos multiestratégia (hedge funds), que avançaram 1,18% e 0,44%, respectivamente, em um pregão marcado pelo fechamento da curva de juros, influenciado pela desvalorização do dólar frente às moedas emergentes e à medida que a reunião do Copom permaneceu no radar dos investidores.

Os fundos de papel e os fundos de tijolo também registraram desempenho positivo, com altas de 0,16% e 0,15%, respectivamente. Nos fundos de tijolo, o avanço foi novamente liderado pelo segmento de lajes corporativas, que subiu 0,45%, enquanto os fundos de logística e de shoppings apresentaram desempenho negativo, com recuos de 0,04% e 0,12%, respectivamente. Com esse resultado, o índice acumula valorização de 1,87% no ano.

Entre as maiores altas do dia, destacaram‑se URPR11 (+5,8%), BCIA11 (+3,1%) e OUJP11 (+2,3%). Já entre as principais quedas figuraram HGRU11 (-2,1%), BTAL11 (-1,9%) e TRBL11 (-1,9%).

No Brasil, o Boletim Focus mostrou leve queda na projeção de inflação para 2026. As expectativas para o PIB e a taxa Selic não apresentaram mudanças. Nos indicadores, o déficit em transações correntes ficou próximo de 3% do PIB em 2025. No entanto, fluxos de Investimento Direto no País elevados trouxeram alívio às contas externas.

Na agenda de hoje, destaque para a divulgação do IPCA-15 de janeiro, que trará informações relevantes para a inflação do ano. O subitem ‘emplacamento e licença’ (IPVA) se repete ao longo do ano e pode gerar revisões nas projeções de inflação.

( da redação com informações de assessoria e agências. Edição: Política Real)