As potências médias mundiais e a eleição presidencial
Quem poderia imaginar que viria deste senhor uma fala tão importante?
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(Brasília-DF) O Brasil está um rebuliço só! Se fala muito dos caminhos do Governo Lula 3 neste início de ano, as posições presidenciais sobre a cena nacional e internacional, se fala, muito entre os poderosos e as camadas sociais médias sobre o caso do Banco Master, sobre como os poderes se movimentaram neste janeiro, sobre os desempenhos do mercado financeiro em meio a imprevisibilidades e avanços, como os estrangeiros estão atentos ao Brasil. Se fala, também, como está a clara pré-campanha dos que vão concorrer nas eleições presidenciais, assim como o bolsonarismo se reinventa após as condenações de seu líder, enfim muito se fala neste impressionante janeiro de 2026.
Nessa semana em que os fundadores dos BRICS, como China, Brasil, Índia e Rússia se ausentaram do Fórum Econômico de Davos, lá nos alpes suíços, em que se esperava que Donald Trump iria fazer e acontecer, a história vai registrar, sim, o discurso do Primeiro Ministro do Canadá, Mark Carney. Quem poderia imaginar que viria deste senhor uma fala tão importante? Acredito, não só um marco para o Mundo Ocidental, mas como pauta de assuntos de nossa eleição presidencial.
Diz ele, em determinado momento:
“As instituições multilaterais nas quais as potências médias se apoiavam – a OMC, a ONU, a COP – a própria arquitetura da resolução coletiva de problemas estão ameaçadas. E, como resultado, muitos países estão chegando à mesma conclusão: precisam desenvolver maior autonomia estratégica em energia, alimentos, minerais críticos, finanças e cadeias de suprimentos.
E esse impulso é compreensível. Um país que não consegue se alimentar, se abastecer ou se defender tem poucas opções. Quando as regras deixam de protegê-lo, ele precisa se proteger.
Mas sejamos realistas quanto às consequências disso.”
As consequências são duras e exigem escolhas nada fáceis. Aqui no Brasil isso precisa ser avaliado por governistas, oposicionistas e centristas.
“Argumento que as potências médias devem agir em conjunto, pois, se não estivermos à mesa de negociações, estaremos no cardápio.”, disse o PM do Canadá.
Antes,ele disse que “um país que não consegue se alimentar, se abastecer ou se defender tem poucas opções.”. Nesta semana, Lula, em conversa com o líder chinês Xi Jinping ouviu dele que os países latino americanos poderiam contar com a China. Ora bolas! Não podemos sair do inferno e entrar na caldeira.
A eleição presidencial no lugar que ficar parada em frente demandas que ainda vem da disputa de 2022 , deve mirar nosso papel nesse grande jogo que coisa nada pequena. O Brasil é uma das potências médias dita do Carney. Temos que nos organizar para atrair mais investimentos estrangeiros, aproveitarmos a redução dos juros neste momento de queda do dólar.
Este ano de 2026 deve ter na campanha presidencial discussão sobre qual o nosso papel no jogo geopolítico, que teve as cartas embaralhadas, mais que isso, roubadas e sujas.
Temos que enfrentar problemas que envolvem, sim, um ajuste fiscal que nos dê mais condições para investimentos estratégicos para ficar o mais independente das grandes potências e mantermos um concerto no novo cenário internacional. É a hora da classe média internacional começar a montar o seu jogo! O Brasil tem importante papel nisso!
Por Genésio Araújo Jr.
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