OMS, em comunicado, diz que saída dos Estados Unidos da organização tornará o país e o Mundo “menos seguros”
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Com agências.
(Brasília-DF, 25/02/2026). Nesse sábado, 23, a Organização Mundial da Saúde, OMS, emitiu um comunicado lamentando a decisão dos Estados Unidos de deixar de fazer parte da agência da ONU. O texto realça que a medida tornará o país e o mundo “menos seguros”.
Foi durante a semana que os Estados Unidos finalizaram oficialmente o processo de saída da entidade especializada em saúde da qual fizeram parte durante quase 80 anos.
O comunicado contesta vários pontos de vista apresentados pelo governo norte-americano para deixar de ser membro da agência. Um deles é que teria “desacreditado e manchado” a imagem nacional, ultrajado e comprometido sua independência.
A agência destaca que “o contrário é o verdadeiro” e que sempre buscou “dialogar com os Estados Unidos de boa-fé, com pleno respeito à sua soberania”.
As autoridades de Washington teriam acusado a entidade da ONU de seguir uma agenda politizada e burocrática, impulsionada por nações hostis aos interesses norte-americanos”. Os argumentos são contestados e considerados falsos pela OMS.
O comunicado aponta ainda que a agência “sempre foi, continua sendo imparcial e existe para servir a todos os países, com respeito à sua soberania e sem medo ou favorecimento”.
Covid-19
O texto argumenta a favor da resposta à Covid-19 marcada pelo que as autoridades norte-americanas chamariam de “falhas” cometidas durante a pandemia. Uma das alegações é que a OMS teria obstruído o “compartilhamento oportuno e preciso de informações críticas”, além de ter supostamente “ocultado essas falhas”.
A agência realça ter agido rapidamente contra o vírus e compartilhado todas as informações que possuía de forma rápida e transparente com o mundo, além de ter aconselhado os Estados-membros com base nas melhores provas disponíveis.
Na crise de saúde, a OMS sublinha ter aconselhado o uso de máscaras, das vacinas e do distanciamento físico e que “em nenhum momento recomendou a obrigatoriedade do uso de máscaras, da vacinação ou de isolamento total”.
Mesmo após ter sido notificada da retirada norte-americana, a agência da ONU disse que permanece comprometida com a cooperação global e esperançosa de que os Estados Unidos voltem a um engajamento no futuro.
Ameaças à saúde pública
A nota enfatiza conquistas recentes, incluindo a adoção do Acordo da OMS sobre Pandemias, descrito como “um instrumento histórico do direito internacional” que visa prevenir e responder a futuras pandemias.
Na qualidade de membro fundador, os Estados Unidos colaboraram de forma significativa “para muitas das maiores conquistas da agência, incluindo a erradicação da varíola e o progresso em outras ameaças à saúde pública.”
Os avancos listados incluem enfermidades como poliomielite, HIV, ebola, gripe, tuberculose, malária, doenças tropicais negligenciadas, resistência antimicrobiana, segurança alimentar e muito mais.
( da redação com informações da ONU News. Edição: Política Real)