31 de julho de 2025
ESTADOS UNIDOS X VENEZUELA

Delcy Rodrigues, presidente interina da Venezuela, informou ao parlamento que está negociando com os Estados Unidos em questões de energia, comércio e cooperação econômica de diversas maneiras

As relações EUA-Venezuela são históricas desde Simon Bolivar, disse presidente

Por Politica Real com agências
Publicado em
Delcy no parlamento Foto: RT News/Reprodução

Com agências

(Brasília-DF, 17/01/2026). Nessa sexta-feira, 16, em primeiro discurso no parlamento a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, confirmou que Caracas não teme estabelecer "relações" bilaterais com os Estados Unidos, porque, embora tenham sido marcadas por dificuldades ao longo de sua existência, são laços "históricos".

"Não temos medo de estabelecer relações com um país deste hemisfério, com os Estados Unidos. São relações históricas, mantidas inclusive pelo nosso libertador Simón Bolívar. São relações históricas que, sem dúvida, sofreram retrocessos, acredito que devido à falta de compreensão da [Casa Branca] sobre a realidade política, econômica e social da Venezuela", declarou Rodríguez em reunião com membros do Conselho Nacional de Economia Produtiva.

A presidente interina revelou ao público que Caracas e Washington estão "abordando questões de energia, comércio e cooperação econômica de diversas maneiras", embora tenha enfatizado que "essa agenda econômica deve estar a serviço do povo venezuelano", de acordo com as diretrizes definidas pelo presidente Nicolás Maduro.

"Ratificamos integralmente o programa de recuperação econômica, prosperidade e crescimento que o presidente Nicolás Maduro apresentou ao país em 2018, o qual nos permitiu chegar onde estamos; o qual permitiu que a economia venezuelana se tornasse uma das principais economias em crescimento na América Latina", disse ela.

O modelo, explicou ela, se baseia na produção nacional de alimentos, bens manufaturados, medicamentos e outros bens estratégicos, por meio de uma aliança entre o setor público e entidades privadas.

Dessa forma, afirmou Rodríguez, a expectativa é de que "os novos investimentos que possam chegar ao país sirvam para impulsionar os processos de produção nacionais em torno do que é fabricado na Venezuela", porque essa expressão de soberania permitiu "superar as graves condições geradas pelo bloqueio criminoso" dos Estados Unidos.

( da redação com agências. Edição: Política Real)