31 de julho de 2025
ECONOMIA

Setor industrial nem avançou e nem recuou em novembro, informa IBGE; a chamada variação nula

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Por Politica Real com agências
Publicado em

(Brasília-DF, 09/01/2026) Nessa quinta-feira, 08, o IBGE divulgou a sua PIM-Brasil, a pesquisa sobre o desemprenho do setor industrial em novembro de 2025.  O setor nem avançou e nem recuou, ficou em variação nula( 0%), como é a definição técnica.

Na passagem de outubro para novembro de 2025, duas das quatro grandes categorias econômicas e 15 dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram recuo na produção. Entre as atividades, a principal influência negativa foi registrada por indústrias extrativas, que recuou 2,6% em novembro de 2025, eliminando, dessa forma, parte do avanço de 3,5% verificado em outubro.

Vale destacar também as contribuições negativas assinaladas pelos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,6%), de produtos químicos (-1,2%), de produtos alimentícios (-0,5%) e de bebidas (-2,1%).

Por outro lado, entre as dez atividades que mostraram avanço na produção, o setor de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (9,8%) exerceu o principal impacto na média da indústria e interrompeu dois meses seguidos de recuo na produção, período em que acumulou perda de 22,6%. Outras influências positivas relevantes vieram de impressão e reprodução de gravações (18,3%), de metalurgia (1,8%), de produtos de metal (2,7%), de produtos de minerais não metálicos (3,0%) e de máquinas e equipamentos (2,0%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, bens de consumo duráveis, ao recuar 2,5%, assinalou a taxa negativa mais elevada em novembro de 2025 e eliminou parte da expansão de 2,8% verificada no mês anterior.

O setor produtor de bens intermediários (-0,6%) também mostrou resultado negativo e marcou o terceiro mês consecutivo de queda na produção, período em que acumulou perda de 1,8%. Por outro lado, os segmentos de bens de capital (0,7%) e de bens de consumo semi e não duráveis (0,6%) assinalaram as taxas positivas em novembro de 2025, com o primeiro avançando 2,1% em três meses seguidos de crescimento; e o segundo acumulando ganho de 1,5% no período outubro-novembro de 2025.

Média móvel trimestral varia -0,1% no trimestre encerrado em novembro

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou variação negativa de 0,1% no trimestre encerrado em novembro de 2025 frente ao nível do mês anterior e interrompeu o comportamento positivo observado nos meses de outubro (0,1%), setembro (0,1%) e agosto de 2025 (0,2%). 

Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, bens intermediários (-0,6%) e bens de consumo duráveis (-0,4%) assinalaram as taxas negativas em novembro de 2025, com a primeira intensificando a perda de 0,2% verificada em outubro; e a segunda eliminando parte do avanço de 0,7% registrado no mês anterior.

Por outro lado, os segmentos de bens de capital (0,7%) e de bens de consumo semi e não duráveis (0,5%) apontaram os resultados positivos em novembro de 2025, com o primeiro interrompendo a trajetória descendente iniciada em abril de 2025; e o segundo marcando o quarto mês consecutivo de crescimento, período em que acumulou expansão de 1,9%.

Acumulado no ano cresce 0,6%

No índice acumulado para janeiro-novembro de 2025, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial assinalou avanço de 0,6%, com resultados positivos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 15 dos 25 ramos, 42 dos 80 grupos e 50,3% dos 789 produtos pesquisados. Entre as atividades, as principais influências positivas no total da indústria foram registradas por indústrias extrativas (4,7%), produtos alimentícios (1,2%) e máquinas e equipamentos (5,2%), impulsionadas, principalmente, pela maior produção dos itens óleos brutos de petróleo, na primeira; carnes de bovinos congeladas, frescas ou refrigeradas, pães, carnes de suínos congeladas, frescas ou refrigeradas, produtos embutidos ou de salamaria e outras preparações de carnes de suínos, queijos, carnes e miudezas de aves congeladas, tortas, bagaços e farelos da extração do óleo de soja, leite condensado e preparações e conservas de peixes, na segunda, e tratores agrícolas, máquinas para limpeza e seleção de grãos, aparelhos de ar-condicionado de paredes, de janelas ou transportáveis (inclusive os do tipo “split system”), ferramentas hidráulicas de motor não elétrico de uso manual, aparelhos elevadores ou transportadores para mercadorias, máquinas para perfuração e sondagem usadas na prospecção de petróleo, máquinas ou aparelhos para o setor agrícola e de pecuária, lingoteiras para fundição, máquinas para colheita e carregadoras-transportadoras, na terceira.

Outras contribuições positivas relevantes foram assinaladas pelos ramos de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (9,6%), de produtos químicos (1,6%), de metalurgia (2,2%) e de produtos têxteis (6,8%). Por outro lado, ainda na comparação com janeiro-novembro de 2024, entre as nove atividades que apontaram redução na produção, a de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-5,3%) exerceu a maior influência na formação da média da indústria, pressionada, principalmente, pela menor produção de álcool etílico e óleo diesel.

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os onze meses de 2025 mostrou maior dinamismo para os segmentos de bens de consumo duráveis (3,0%) e de bens intermediários (1,7%), impulsionados, em grande medida, pela maior produção de automóveis (3,6%), eletrodomésticos da “linha marrom” (3,7%) e motocicletas (13,7%), no primeiro; e de óleos brutos de petróleo, no segundo.

Por outro lado, o segmento de bens de consumo semi e não duráveis, ao recuar 2,2%, registrou a queda mais elevada no índice acumulado no ano, pressionado, principalmente, pela redução na produção de álcool etílico. O setor produtor de bens de capital (-1,0%) também assinalou taxa negativa no índice acumulado do período janeiro-novembro de 2025.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)