31 de julho de 2025
RESULTADOS FISCAIS

RESULTADO FISCAL: Déficit primário chega a 66,6 bilhões em julho, acima do que estimava o mercado; Dívida líquida chega a R$ 63,7% do PIB, no mesmo nível estimado pelo mercado, informa Banco Central

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Por Política Real com assessoria
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Resultados fiscais Foto: Banco Central

(Brasília-DF, 29/08/2025).  Na manhã desta sexta-feira, 29, o Banco Central divulgou o seu Estatísticas Fiscais com os dados atualizados até julho de 2025.  O Governo estava projetando de déficit primário de R$ 60,6 bilhões e dívida líquida em 63,4% do PIB.

O setor público consolidado registrou déficit primário de R$66,6 bilhões em julho, ante déficit de R$21,3 bilhões no mesmo mês de 2024. Houve, no Governo Central, nos governos regionais e nas empresas estatais, déficits respectivos de R$56,4 bilhões, R$8,1 bilhões e R$2,1 bilhões.

Em doze meses, o setor público consolidado acumulou déficit primário de R$27,3 bilhões, 0,22% do PIB, ante superávit de R$17,9 bilhões, 0,15% do PIB, nos doze meses acumulados até junho.

Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, somaram R$109,0 bilhões em julho, comparativamente a R$80,1 bilhões em julho de 2024. Contribuiu para essa evolução, além do próprio crescimento do estoque do endividamento líquido, a elevação da taxa Selic no período. No acumulado em doze meses até julho, os juros nominais alcançaram R$941,2 bilhões (7,64% do PIB), comparativamente a R$869,8 bilhões (7,63% do PIB) nos doze meses até julho de 2024.

O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$175,6 bilhões em julho. No acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$968,5 bilhões (7,86% do PIB), ante déficit nominal de R$894,4 bilhões (7,30% do PIB) em junho de 2025.

Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) e Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG)

A DLSP atingiu 63,7% do PIB (R$7,9 trilhões) em julho, elevando-se 0,8 p.p. do PIB no mês. Esse resultado refletiu os impactos dos juros nominais apropriados (+0,9 p.p.), do déficit primário (+0,5 p.p.), da desvalorização cambial de 2,7% no mês (-0,3 p.p.), do efeito da variação do PIB nominal (-0,4 p.p.) e dos demais ajustes da dívida externa líquida (+0,1 p.p.). No ano, o aumento de 2,2 p.p. na relação DLSP/PIB refletiu, em especial, os impactos dos juros nominais (+4,3 p.p.), do efeito da valorização cambial acumulada de 9,5% (+1,1 p.p.), do déficit primário do período (+0,4 p.p.), dos demais ajustes da dívida externa líquida (-0,7 p.p.) e da variação do PIB nominal (-2,9 p.p.).

A DBGG – que compreende o Governo Federal, o INSS e os governos estaduais e municipais – atingiu 77,6% do PIB (R$9,6 trilhões) em julho de 2025, aumento de 0,9 p.p. do PIB em relação ao mês anterior. A evolução no mês foi decorrente, sobretudo, dos juros nominais apropriados (+0,8 p.p.), das emissões líquidas de dívida (+0,4 p.p.), do efeito da desvalorização cambial (+0,1 p.p.) e da variação do PIB nominal (-0,4 p.p.). No ano, a DBGG elevou-se 1,1 p.p. do PIB, em função, sobretudo, da incorporação de juros nominais (+5,1 p.p.), do crescimento do PIB nominal (-3,6 p.p.) e do efeito da valorização cambial (-0,4 p.p.).

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)